Contador da Fazenda Estadual de Santa Catarina ministra palestra no MBA Contabilidade Pública da FIPECAFI

Adriano de Souza Pereira, Contador da Fazenda Estadual da Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina, realizou palestra, em 27 de março de 2015, das 19 horas às 22 horas, sobre “Desafios dos Contadores do Setor Público no Processo de Convergência das Normas Brasileiras aos Padrões Internacionais no MBA Contabilidade Pública da FIPECAFI.

A Profa. Dra. Patrícia Siqueira Varela abriu o evento, fez a apresentação do palestrante e agradeceu a presença de alunos e convidados.

Os participantes puderam conhecer as iniciativas do Estado de Santa Catarina e trocar experiências em rico debate sobre Contabilidade do Setor Público.

Adriano de Souza Pereira destacou a importância do contador público desenvolver atuação na estratégia governamental e ter o desejo de informar para os diversos públicos. Pereira encantou os presentes com a disseminação de práticas do Estado de Santa Catarina como o Portal do Gestor Financeiro, que permite avaliação em tempo real (até mesmo em dispositivos móveis, como smartphones) das contas públicas e projetos do governo. Apresentou iniciativas como Relatórios Anuais (Balanço Geral do Estado) e resumo em uma única página das principais informações financeiras. E publicação resumida em inglês para oferecer informações também para investidores internacionais em projetos no Estado de Santa Catarina.

Pereira, que também é Conselheiro do CRCSC (Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina), destacou que a contínua valorização da profissão virá com o contador deixando de realizar apenas tarefas operacionais para contar o que passou e passar a colaborar com informações estratégicas para garantir a sustentabilidade financeira das ações de governo (ajudar na elaboração de cenários, orientações, estatísticas e previsões).

O contador apresentou, também, o SIGEF (Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal) do Estado de Santa Catarina que permite o acompanhamento físico e financeiro das ações de governo. “A convergência da contabilidade pública brasileira para as normas contábeis internacionais (IPSAS – International Public Sector Accounting Standards) é oportunidade para valorização profissional dos contadores, que devem contribuir para melhorar controles, sistemas, racionalização, desburocratizações e cuidar mais de informações estratégicas”, frisou.

“A base para a convergência contábil em Santa Catarina se baseou em equipe, sistemas e procedimentos”, apontou. O objetivo foi fomentar a sustentabilidade financeira das ações do governo evoluindo do descritivo para o prescritivo, automatizando processos e buscando propor alternativas dentro do planejamento e gestão fiscal.

“É cada vez mais importante organizar os dados, transformar em informações úteis por meio de indicadores para decisão dos gestores públicos”, concluiu.

A Profa. Dra. Patrícia Siqueira Varela agradeceu o entusiasmo de Adriano de Souza Pereira ao disseminar informações de referência na adoção das normas contábeis internacionais no setor público, enfatizando a importância dos contadores ganharem ainda mais relevância ao adotar instrumentos com foco na gestão do conhecimento.

 

Mais informações:

http://www.sef.sc.gov.br/transparencia

Transparência Móvel-SC

http://bit.ly/1FY5L8n

Prof. Dr. Carlos Alberto Pereira ministra aula inaugural do MBA Gestão Tributária

O Prof. Dr. Carlos Alberto Pereira, Coordenador do MBA Gestão Tributária e Diretor Administrativo-Financeiro da FIPECAFI, ministrou, em 17 de março de 2015, a partir das 19 horas, a aula inaugural da 19ª Turma do MBA de Gestão Tributária. Alunos e convidados lotaram o auditório da sede da FIPECAFI, em São Paulo (SP).

O Professor Carlos Alberto Pereira apresentou o cenário tributário em amplo processo de reformulação, a entrada definitiva na era digital e a integração de informações em todas as esferas no Brasil e exterior (ou seja, colaboração da inteligência fiscal entre países).

O cenário tributário se sofistica com o cruzamento de informações, ao mesmo tempo em que ocorre uma complexidade na legislação fiscal e carga tributária crescente. “São 46 normas por dia útil e excesso de obrigações acessórias, ficando o Brasil em primeiro lugar no ranking Tax Compliance”, frisou o Prof. Carlos Alberto Pereira, que também é coordenador do Núcleo de Estudos em Controladoria e Gestão Tributária (EAC-FEA-USP).

“O cenário do Sistema Tributário Brasileiro reforça o papel estratégico da gestão tributária das empresas”, argumenta.

O Prof. Carlos Alberto Pereira destacou a importância da interdisciplinaridade e integração de conhecimentos. “Uma gestão tributária eficaz requer conhecimentos jurídicos, econômicos, contábeis, administrativos e legais”, declarou. O desafio do Comitê Tributário é integrar os conhecimentos. “A área tributária é tão ampla e complexa que se não houver integração de conhecimentos – dentro de uma visão global do negócio – os riscos tributários podem comprometer a continuidade do empreendimento”, afirmou.

MBA Gestão Tributária – O MBA Gestão Tributária foi lançado em 2008 e tem entre seus diferenciais: a abordagem interdisciplinar, integrando conhecimentos contábeis, jurídicos, legais, fiscais, econômicos e gerenciais. Os conhecimentos teóricos e práticos são aplicados às decisões tributárias. Professores altamente qualificados, especializados e experientes. Aulas presenciais são muitas vezes com os próprios autores dos livros. O curso possibilita networking entre profissionais com diferentes formações e experiências em diversas áreas de atuação. São realizadas palestras e workshops sobre temas atuais e relevantes, material didático incluso, turmas regulares e simultâneas e o MBA Gestão Tributária da FIPECAFI é referência no mercado.

“Com base em abordagem interdisciplinar, o curso oferece aos participantes conhecimentos teóricos e práticos, oriundos das áreas contábil, jurídica, legal, fiscal, econômica e administrativa, necessários para a identificação de oportunidades e o desenvolvimento de estratégias que objetivem a otimização dos custos tributários, o aumento da competitividade e a melhoria dos resultados das empresas”, concluiu o Prof. Dr. Carlos Alberto Pereira.

 

Inscrições abertas para a Turma 20 do MBA Gestão Tributária– com início do curso previsto para maio de 2015

www.fipecafi.org.br

(11) 2184-2034 Fax (11) 2184-2001

Patrícia Ferreira

 

Mercado de trabalho em 2015 é favorável a profissionais de finanças

O mercado de trabalho este ano tem seguido uma linha cautelosa quanto a investimentos e controle financeiro por parte das organizações. O cenário anda favorável aos profissionais de finanças, já que é a área que mais está em evidência nas empresas.

Recrutadores entrevistados pela Exame afirmaram que boa parte das empresas não conseguiu bater suas metas no ano passado, tornando necessária a presença de um profissional para organizar este objetivo e realizar a gestão financeira da empresa, maximizando sua rentabilidade.

Gerente ou diretor de planejamento financeiro, gerente de planejamento tributário, gerente ou diretor de compliance e controles internos, controller, diretor financeiro e executivo de governança corporativa são alguns dos cargos que se manterão em alta este ano.

As funções exigem graduados em Administração, Economia, Engenharia ou Ciências Contábeis, além de pós-graduação na área financeira. Conheça as grades de curso da FIPECAFI e aprimore seu currículo para uma carreira de sucesso.

Graduação em Ciências Contábeis 

MBAs

 

Fonte: Portal Exame

Controller e tributação são áreas demandadas em 2015

Para acompanhar as mudanças do mercado, diversas empresas têm iniciado processos de estruturação e reestruturação, além da implementação de controles e processos para um crescimento sólido e rentável. Essas transformações têm beneficiado profissionais graduados em Ciências Contábeis, Administração, Economia e Direito, gerando muitas oportunidades.

Após analisar o cenário econômico do Brasil e do mundo, a empresa de recrutamento Michael Page destacou três cargos em áreas relacionadas a finanças como as mais demandadas pelo mercado em 2015. Confira:

1)      Controller

Responsável pela gestão contábil, fiscal, coordenação e direção das atividades executadas nas áreas de planejamento, controladoria e finanças. A demanda por essa qualificação foi intensificada após a implementação das IFRS na contabilidade brasileira.

2)      Gerente de Planejamento Tributário

Acompanha e garante a apuração e o planejamento dos tributos em todas as esferas, atuando de acordo com a legislação fiscal e atendendo às auditorias. Além disso, ainda participa de processos decisórios da organização sobre aquisições, cisões, incorporações e vendas. A complexidade da matriz tributária brasileira exige uma demanda de profissionais qualificados na área.

3)      Gerente de Desenvolvimento de Negócios

Prospecta e lidera projetos de negócios ainda não explorados, com o objetivo de captar novas fontes de receita para a empresa. Responsável por gerar novos contratos a partir do desenvolvimento de nova aplicação para produto ou serviço.

Para alcançar estes cargos, os profissionais precisam se qualificar. A FIPECAFI oferece cursos específicos: MBA Controller e MBA Gestão Tributária.

Matricule-se até 27 de fevereiro e garanta 5% de desconto no valor total do curso. Aproveite!

Fonte: Guia do Estudante

FIPECAFI divulga demonstrações financeiras

A FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) realizou tradicional reunião de final de ano com professores, pesquisadores, consultores, funcionários, estagiários e jovens aprendizes, em 18 de dezembro de 2014, da 14:00 às 14:30.

O Prof. Dr. Iran Siqueira Lima, presidente da FIPECAFI, liderou a reunião para apresentar as demonstrações contábeis encerradas em 30 de novembro de 2014 (disponibilizadas no site) e foi debatido estágio de processos de novos cursos em análise no MEC.

“As apresentações periódicas das demonstrações financeiras da FIPECAFI estão dentro dos princípios de transparência e prestação de contas da Fundação”, concluiu o Prof. Dr. Iran Siqueira Lima.

Auditor interno: um profissional fundamental nas organizações

Em comemoração ao Dia do Auditor Interno, 20 de novembro, separamos algumas informações desse profissional tão requisitado pelas empresas.

Controlar a ineficiência, a negligência, os erros e as fraudes de uma organização é uma das funções de um auditor interno. Responsável por conhecer a empresa a fundo e avaliar o processo de gestão relativos à governança corporativa, gestão de riscos e procedimentos de aderência às normas, o auditor também faz a prevenção e identificação de falhas.

A expectativa de mercado para este profissional nos próximos anos é promissora. Tendo em vista um evento grandioso, como as Olimpíadas de 2016, a demanda cresce a fim de garantir transparência em todos os processos. Não há restrições para os portes e segmentos de empresas que precisam de auditores internos.

É necessário que os profissionais da área tenham um profundo conhecimento das normas da empresa que fazem parte. Outro fator importante é que ele auxilia diretamente o setor administrativo e é muito requisitado pela alta gerência.

Para se destacarem na área, a FIPECAFI disponibiliza cursos de MBAs para esses profissionais. Acesse o nosso site  e saiba mais.

Em agosto a FIPECAFI completa 40 anos de tradição no ensino

A instituição tem orgulho da importante participação na carreira dos alunos e pesquisas no mercado 

No próximo mês, a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras, completa 40 anos de um trabalho responsável e eficaz nas áreas de contabilidade, economia, finanças e afins.

Sempre inovando, a instituição cresceu e modernizou o ensino, criando novas formas e níveis de passar todo o conhecimento necessário para seus alunos. O corpo docente é composto por professores doutores e mestres em sua maioria titulados pela FEA/USP em contabilidade e áreas afins, com experiência no mercado e na docência de pós-graduação lato sensu (MBA). Além disso, a FIPECAFI tem grande presença nas pesquisas mais recentes e importantes da área, contando com profissionais atuantes e renomados.

Visite nosso site, conheça nossa missão e valores e venha fazer parte dessa história de sucesso! Clique aqui.

 

MBA Controller abre turma em São Paulo

Curso está com inscrições abertas e início previsto para 24 de março

O programa do MBA Controller da FIPECAFI abrange aspectos operacionais, econômicos e financeiros de todas as atividades empresariais. A função de controladoria engloba conhecimentos relativos à gestão econômica e pode ser visualizada como uma área do conhecimento humano com fundamentos, conceitos, princípios e métodos vindos de outras ciências.

A FIPECAFI firmou parceria com a ANEFAC (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) visando oferecer um ensino ideal e completo, com atualização curricular constante e adequação às exigências do mercado.

Clique aqui para saber mais sobre o curso e inscrever-se nas últimas vagas!

mba controller

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Faculdade FIPECAFI oferece curso de Novas Normas de Auditoria II

 

AuditAssuranceA FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) e o IBRACON (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil) oferecem o curso eLearning: “Novas Normas de Auditoria II”.

O curso dá sequencia ao curso eLearning “Novas Normas de Auditoria I” e oferece rápido treinamento aos profissionais envolvidos na convergência da legislação brasileira às normas internacionais de auditoria.

Serviço:

Curso eLearning: Novas Normas de Auditoria II

Carga horária estimada: 16 horas

Prazo de conclusão: 6 semanas

Telefone para informações: (011) 2184-2026

Email:  elearning@fipecafi.org

Para mais Informações, clique aqui!

Para fazer sua inscrição, clique aqui!

IBRACON e FIPECAFI realizam programa de capacitação em normas contábeis internacionais

Business Couple with Flags Globe

Serão oferecidas, gratuitamente, 1.200 vagas para capacitação em IFRS (normas contábeis internacionais) e ISA (normas internacionais de auditoria) aos professores do ensino superior em Ciências Contábeis.

O Ibracon (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil) e a FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) promovem o programa concebido na modalidade de curso a distância (eLearning). São 1.200 vagas gratuitas para capacitação em IFRS (normas contábeis internacionais), sendo uma para cada IES (Instituição de Ensino Superior) que ofereça curso de graduação em Ciências Contábeis. O Professor que receber o treinamento compromete-se a ser multiplicador do conhecimento em sua unidade educacional.
O objetivo é, também, oferecer capacitação em normas contábeis internacionais (IFRS – International Financial Reporting Standards) e em auditoria (ISA – International Standards on Auditing) para diferentes públicos, como profissionais e usuários da contabilidade, além dos professores do ensino superior em ciências contábeis.

Convênio

Com a finalidade de contribuir para convergência das normas contábeis brasileiras às internacionais de contabilidade, o Ibracon (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil) assinou convênio com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). A FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) é coexecutora do projeto, sendo responsável pelo Programa de Capacitação On-line, que tem como objetivo oferecer programas de formação em IFRS (normas contábeis internacionais), tanto as globais quanto aquelas específicas para PMEs (pequenas e médias empresas), além das normas internacionais de auditoria (NIAs).

O curso é estendido, também, a todos os profissionais contadores e aos usuários de informações financeiras em condições especiais. O projeto tem, ainda, outras duas frentes de atuação: a primeira diz respeito à tradução e revisão de materiais e elaboração de propostas para adoção das normas internacionais e a segunda é a elaboração de um plano de difusão das novas normas, com a realização de seminários, conferências e outros eventos que permitam atingir ampla parcela da sociedade civil para discutir a conversão das IFRS e das ISA.

“A aprovação do projeto e a liberação dos recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) representam reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pelo Brasil e revelam que estamos no caminho certo, ocupando posição relevante no debate sobre a convergência das IFRS e das normas internacionais de auditoria independente e na sua efetiva implantação no País”, declara Eduardo Pocetti, Presidente do Ibracon.

O Prof. Iran Siqueira Lima, Presidente da FIPECAFI, vislumbra a possibilidade do programa promover melhorias nos cursos de graduação em Ciências Contábeis de todo o País. “O ensino a distância facilita a atualização e o desenvolvimento da educação dos professores e consequentemente dos alunos”, declara o Prof. Iran Siqueira Lima.

Curso

O curso está com as inscrições abertas para professores de graduação em Ciências Contábeis. Será ministrado integralmente na modalidade de ensino a distância e terá seis módulos: Relatórios Financeiros; Ativo; Obrigações, Receitas, Contratos de Construção e Concessões; Grupos de Empresas e Instrumentos Financeiros; IFRS para Pequena e Média Empresa e Normas de Auditoria.

Para a Professora Rosa Trombetta, Gerente de cursos eLearning da FIPECAFI, “é fundamental que os jovens que estão sendo formados para atuar como contadores sejam orientados por professores atualizados quanto às mudanças que ocorreram com a adoção das normas internacionais”, declara. Sobre o fato do curso ser ministrado a distância, a Professora Rosa Trombetta diz que “vivemos em um país de dimensões continentais. Com o curso a distância nosso objetivo é aproximar e oferecer um programa de qualidade”.

Apoio

O projeto é também apoiado pelo CFC (Conselho Federal de Contabilidade) e pela FACPC (Fundação de Apoio ao Comitê de Pronunciamentos Contábeis) e conta com a contribuição das outras entidades parceiras que compõem o CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), como a Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento no Mercado de Capitais), a ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas) e a BM&FBOVESPA. “Todos tiveram papel fundamental no desenvolvimento do projeto, com um objetivo comum, que é o processo de convergência das IFRS. As normas internacionais de contabilidade já são uma realidade para inúmeras companhias do País, então o grande desafio agora é preparar as demais empresas e seus profissionais para adotar o padrão”, diz Pocetti.

Sobre a educação e capacitação dos profissionais e professores de IES, temas contemplados no convênio entre o Ibracon e o BID são fundamentais não só para a continuidade do processo de implantação das IFRS, mas para garantir que elas sejam aplicadas corretamente no decorrer dos próximos anos. “Às empresas, instituições e órgãos representantes da categoria cabe atrair os jovens para as oportunidades que a carreira contábil propicia. Já para as instituições de ensino há o grande desafio de manter seus currículos sempre adequados à dinâmica realidade do mercado e de garantir a oferta de vagas proporcional à intensa demanda futura. É fundamental contarmos com profissionais realmente aptos a dar conta desses desafios”, afirma Marco Aurelio Fuchida, superintendente do Ibracon.

Mais informações sobre o curso e inscrições podem ser feitas pelo site clicando aqui.

Custos de Auditoria e Governança Corporativa

A auditoria é o processo pelo qual as empresas se submetem para averiguar como as atividades estão sendo desenvolvidas. Esse processo pode ser aplicado a diversos setores de uma empresa, seja ela grande ou pequena, e não apenas na parte financeira.

Segundo autores (*), em sua tese Custos de Auditoria e Governança Corporativa, o serviço prestado pela auditoria independente é fundamental para uma maior transparência e confiabilidade dos relatórios financeiros das empresas de capital aberto. As possíveis ameaças à independência e qualidade das suas análises, os custos dos serviços e a relação com os mecanismos de governança corporativa são temas explorados internacionalmente.

O artigo em questão investiga o tema no ambiente brasileiro, possível a partir da Instrução CVM 480, que tornou obrigatória a divulgação dos valores dos serviços de auditoria e serviços extras contratados junto às empresas de auditoria independente. Com o objetivo de analisar a relação entre governança corporativa, custos de auditoria e de serviços extra-auditoria, foram analisadas as informações disponibilizadas por 131 empresas no primeiro semestre de 2010.

As proxies de governança utilizadas foram: desvio de direitos dos cinco maiores acionistas, participação em segmentos diferenciados de governança da Bolsa de Mercadoria e Futuros & Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), existência de comitê de auditoria e de departamento de auditoria interna.

Os resultados apontam para uma relação negativa entre governança e custos de auditoria, sugerindo que, no mercado brasileiro, predomina o efeito risco. Ou seja, melhores práticas de governança reduzem os riscos (judiciais e de perda da reputação) da auditoria externa permitindo a cobrança de valores menores. A literatura internacional não é unânime quanto ao sinal, embora a maioria dos estudos apresente uma relação positiva, a favor do efeito demanda. De acordo com este efeito, melhor governança implica em maiores exigências junto ao serviço da auditoria acarretando elevação dos valores cobrados. A relação encontrada também é negativa entre os valores dos serviços extras e as boas práticas de governança. Apesar de as pesquisas não comprovarem a influência destes custos sobre a perda da independência da auditoria externa, a limitação desta prática é uma tendência entre legisladores e reguladores.

Para visualizar o artigo na íntegra, clique aqui.

(*) – Patricia Maria BortolonI; Alfredo Sarlo NetoII; Thaís Barreto SantosII

Simplificando a governança

Tudo começou lá nos tempos da falada guerra fria entre os Estados Unidos e Europa Ocidental de um lado e a União Soviética e a China de outro, na década de 60, quando a Rússia lançou no espaço o Sputinik, o primeiro satélite artificial que rodou a terra divulgando um espantoso bip, bip, bip. A corrida bélica do passado foi substituída por outra corrida também bélica, mas dominada pela tecnologia. O homem foi ao espaço, chegou à lua, estações espaciais foram construídas e destruídas, as grandes corporações aproveitaram a tecnologia desenvolvida e os satélites se multiplicaram em torno do planeta como coelhos.

O grande avanço que os satélites dão para a humanidade neste inicio de século XXI é a comunicação, tornando a informação instantânea para a política, para a saúde, para a educação, para a ciência, para as reivindicações sociais, para as catástrofes e para o competitivo mundo dos negócios. Empresas que demoravam longos anos, séculos para crescerem e se tornarem gigantes internacionais conseguem hoje atingir este estágio em menos de uma década. Ideias e projetos se tornam realidades quase instantaneamente. Não a maioria, naturalmente.

A gestão das corporações se tornou complexa exigindo ferramentas sofisticadas em permanente mutação como robôs industriais, computadores, tablets, iPhones onde navegam programas e aplicativos tão sofisticados que procuram substituir o pensamento humano.

A partir da década de 90 para obter desta tecnologia toda a produtividade disponível e indispensável à gestão dos problemas corporativos as empresas reformularam suas estruturas de gestão geridas por talentos humanos em constante aprendizado. Assim os antigos Conselhos de Administração que antes existiam para homologar atos praticados, passaram a questionar a qualidade da gestão e novas funções passaram a ter também os conselhos fiscais, os auditores externos, os comitês de auditoria e comitês de controle de riscos corporativos.

Empresas especializadas na analise de riscos de nações se voltaram para a atividade privada atribuindo notas que tem o poder de facilitar ou fechar linhas de crédito e afetar a solidez das companhias. Novas palavras surgem para descrever novas funções e atividades. No Brasil os órgãos de fiscalização, controle e autorregulamentação como Banco Central, CVM, Bmfbovespa, Anbima, Cade, IBGC, Fipecafi, desenvolvem regulamentos, códigos de conduta, normas mundiais de contabilidade padronizadas (IFRS) e exigências de informação e transparência, em tempo real e ao vivo (duas expressões inexistentes trinta anos atrás) as quais, quando infringidas, podem resultar em pesadas penalidades econômicas. Tudo isso passou a ser batizado com duas palavras: Governança Corporativa.

Porém, a Governança Corporativa não existe apenas para atender exigências externas ou para dar um selo de qualidade para as empresas. Seu objetivo é aperfeiçoar os controles internos, implantar planejamento de curto e longo prazo, reduzir custos, antecipar as constantes alterações do mercado, identificar e reduzir os riscos do negocio, enfim aumentar o lucro. E como consequência de tudo isso, agregar valor para a empresa.

Como poderá a pequena e media empresa familiar que se manteve saudável durante anos e agora está sendo entregue a segunda geração, sobreviver neste cenário?

Na verdade a Governança Corporativa não é uma inovação no mundo empresarial. A novidade é a forma de fazer e analisar a informação interna e externa. Não precisa ser complicada e nem sofisticada não importa o tamanho da empresa familiar ou da corporação. A Governança Corporativa tem por foco o lucro permanente, hoje e amanhã. Isto não é inovação. Se desviar deste objetivo perde sua finalidade e utilidade. Se os custos para sua manutenção forem maiores que os benefícios ela deve ser eliminada por que deixou de ser governança para tornar-se desgovernança.

Os próprios controles da boa governança cuidam de fazer esta medição.

As empresas familiares não precisam adotar todos os instrumentos de gestão das grandes corporações para ter uma boa governança. Podem começar com instrumentos básicos como o Conselho de Administração e a Auditoria Externa. Experientes conselheiros independentes que levem para as empresas conhecimentos absorvidos das grandes corporações somados aos conhecimentos adquiridos em instituições qualificadas como Universidade de São Paulo (USP), Fipecafi, Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fundação Dom Cabral ajudarão as empresas familiares a navegar na turbulência da concorrência, vencer as ondas tributárias e as tempestades dos custos em geral.

Uma boa auditoria independente certificada pela Comissão de Valores Mobiliários implantará, a custos suportáveis, as regras internacionais de contabilidade com segurança e simplicidade. Enquanto não abrirem o capital qualquer empresa não estará sujeita as regras impostas pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM) e pela Bmfbovespa, mas isto não deve ser motivo para que não procurem implantar aos poucos, em módulos, a Governança Corporativa, pois como já dissemos ela reduz os riscos empresariais, aumenta o lucro e torna as empresas que utilizam suas regras mais longevas.

O que acontecerá se uma empresa optar por ignorá-la? Empresas são criadas para crescer, não para estagnar ou desaparecer.

As ferramentas da governança corporativa existem para permitir o crescimento com maior segurança. Por isso chegou o momento de desmistificá-la, simplificá-la, tornando-a um instrumento indispensável e disponível para qualquer tipo de empresa independente do porte e da tecnologia.