Conheça os cargos mais bem pagos na área financeira e de seguros

Crise ou freada econômica são fenômenos que parecem não acontecer para alguns cargos muito especializados, segundo um levantamento realizado pelo PageGroup.

A pesquisa revelou os cargos que oferecem os melhores salários para executivos, gerentes e analistas. De maneira geral, as funções exigem habilidades específicas e aprofundadas.

Conheça os cargos na área financeira mais bem remunerados:

  • Diretor Administrativo Financeiro – até 50 mil reais;
  • Diretor Executivo do Mercado de Seguros e Resseguros – até 50 mil reais;
  • Diretor Tributário – até 50 mil reais;
  • Controller Regional – até 35 mil reais;
  • Gerente Tributário Sênior – até 30 mil reais;
  • Superintendente Comercial de Seguros e Resseguros – até 25 mil reais;
  • Analista Tributário Sênior – até 9 mil reais.

Como a procura é maior que a oferta de profissionais realmente qualificados, os salários acabam se elevando.

Faça parte desse grupo seleto, invista em cursos de MBA e Especialização da FIPECAFI e tenha o seu trabalho valorizado. Conheça as grades e escolha o curso que mais tem a ver com a sua carreira.

MBA

Especialização

Fonte: Portal da Exame

Controles internos: ideal para quem gosta de desafios

As áreas financeira, contábil e afins exigem que os profissionais envolvidos tenham uma ampla visão em negócios para melhor entenderem as atividades empresariais e desempenharem seus papéis da melhor maneira. Evitar fraudes, erros e crises nas empresas é a principal função da área de controles internos. O agente de compliance é responsável também pelo planejamento organizacional e demais atividades que defendam os ativos, analisem a adequação e o suporte de informações contábeis, gerando uma eficiência operacional.

Superar todos estes desafios não é para qualquer um. O mercado passa por um constante processo de mudanças, competitividade, riscos, ética e transparência. Com o MBA Controles Internos da FIPECAFI você conquista a segurança necessária para driblá-los. Além de motivar e estimular os participantes a operacionalizarem estratégias, implementarem mudanças e alcançarem objetivos, o curso ainda promove debates e exposições para melhor aproveitamento do conhecimento adquirido.

As inscrições ainda estão abertas. Aproveite!

Controller e tributação são áreas demandadas em 2015

Para acompanhar as mudanças do mercado, diversas empresas têm iniciado processos de estruturação e reestruturação, além da implementação de controles e processos para um crescimento sólido e rentável. Essas transformações têm beneficiado profissionais graduados em Ciências Contábeis, Administração, Economia e Direito, gerando muitas oportunidades.

Após analisar o cenário econômico do Brasil e do mundo, a empresa de recrutamento Michael Page destacou três cargos em áreas relacionadas a finanças como as mais demandadas pelo mercado em 2015. Confira:

1)      Controller

Responsável pela gestão contábil, fiscal, coordenação e direção das atividades executadas nas áreas de planejamento, controladoria e finanças. A demanda por essa qualificação foi intensificada após a implementação das IFRS na contabilidade brasileira.

2)      Gerente de Planejamento Tributário

Acompanha e garante a apuração e o planejamento dos tributos em todas as esferas, atuando de acordo com a legislação fiscal e atendendo às auditorias. Além disso, ainda participa de processos decisórios da organização sobre aquisições, cisões, incorporações e vendas. A complexidade da matriz tributária brasileira exige uma demanda de profissionais qualificados na área.

3)      Gerente de Desenvolvimento de Negócios

Prospecta e lidera projetos de negócios ainda não explorados, com o objetivo de captar novas fontes de receita para a empresa. Responsável por gerar novos contratos a partir do desenvolvimento de nova aplicação para produto ou serviço.

Para alcançar estes cargos, os profissionais precisam se qualificar. A FIPECAFI oferece cursos específicos: MBA Controller e MBA Gestão Tributária.

Matricule-se até 27 de fevereiro e garanta 5% de desconto no valor total do curso. Aproveite!

Fonte: Guia do Estudante

FIPECAFI divulga demonstrações financeiras

A FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) realizou tradicional reunião de final de ano com professores, pesquisadores, consultores, funcionários, estagiários e jovens aprendizes, em 18 de dezembro de 2014, da 14:00 às 14:30.

O Prof. Dr. Iran Siqueira Lima, presidente da FIPECAFI, liderou a reunião para apresentar as demonstrações contábeis encerradas em 30 de novembro de 2014 (disponibilizadas no site) e foi debatido estágio de processos de novos cursos em análise no MEC.

“As apresentações periódicas das demonstrações financeiras da FIPECAFI estão dentro dos princípios de transparência e prestação de contas da Fundação”, concluiu o Prof. Dr. Iran Siqueira Lima.

Profissão de Compliance ganha destaque em bancos

Cargo é cada vez mais importante nas instituições financeiras e exige preparo e especialização

A sessão Empregos e Carreiras, do site Folha de São Paulo, listou 21 cargos que estão em alta e um deles é o de compliance. A carreira é nova no mercado e profissionais de controles internos ainda são escassos. Ainda não existe um curso superior nessa área e, geralmente, os colaboradores que atuam nela vem de dentro da própria empresa, de outros setores, depois que fazem algum tipo de especialização.

A função tem como principal objetivo fiscalizar as movimentações financeiras da instituição, coibindo qualquer tipo de desvio ou lavagem de dinheiro. O setor é de vital importância e, por isso, vem crescendo e demandando cada vez mais profissionais capacitados. O cargo costuma ser bem remunerado, mas é necessário muito preparo. Um principal ponto a ser explorado sobre o assunto é em relação a lei Fatca (Foreign Account Tax Compliance Act) que, desde 2010, obriga as instituições financeiras a fornecer informações (responsible officer) a respeito das relações bancárias de contribuintes norte-americanos no exterior.

A FIPECAFI oferece o MBA Controles Internos que forma agentes de compliance preparados para enfrentar todo o processo de mudança, competitividade e riscos da área, sempre com ética e transparência. O curso tem início previsto para agosto.

Clique aqui e obtenha todas as informações sobre a próxima turma.

Veja a matéria completa sobre os cargos em ascensão, no site da Folha: http://goo.gl/01RS2N

Compliance e Gerenciamento de Riscos aborda situação legal e normativa de empresas

Curso da modalidade Educação Executiva tem início em março.

A FIPECAFI oferece uma extensa grade de cursos de variados temas e durações. O curso Compliance e Gerenciamento de Riscos tem carga horária de 20 horas e propicia aos participantes a compreensão de métodos e técnicas do importante exercício das atividades de Compliance, Controles Internos e Gerenciamento de Riscos, em função de incertezas e aspectos concorrenciais do mercado. O programa é voltado para profissionais das áreas de Controles Internos, Compliance, Riscos Operacionais, Controladoria, Contabilidade, Auditoria dentre outros. As aulas têm previsão de início em 24 de março.

Não perca tempo e faça já a sua inscrição!

Saiba mais sobre o curso aqui.

Central de matrículas: (11) 2184.2045/2046

E-mail: educação.executiva@fipecafi.org

Palestra “Nova Contabilidade Aplicada ao Setor Público: cenários e desafios” amanhã na FIPECAFI

O evento apresentará o MBA Contabilidade Pública

A FIPECAFI oferece amanhã, 18 de fevereiro, palestra cuja pauta será a Convergência aos Padrões Internacionais de Contabilidade no Setor Público. O encontro acontecerá em dois horários: 15h e 19h30, no auditório da instituição. As inscrições são gratuitas e as vagas, limitadas.

A Drª. Maria Conceição Barros de Rezende, Contadora Geral do Estado de Minas, ministrará a palestra: “Nova Contabilidade Aplicada ao Setor Público: cenários e desafios”. Também haverá a apresentação de informações sobre o Programa MBA Contabilidade Pública.

Saiba toda a programação e cadastre-se em nossa página. Clique aqui.

FIPECAFI e CRC firmam acordo

Profissionais de contabilidade são contemplados com desconto em cursos de pós-graduação

A FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) e o CRC SP (Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo) firmaram convênio, no dia 03 de fevereiro, para conceder desconto em cursos de pós-graduação. O acordo ocorreu durante uma sessão plenária realizada na sede do Conselho.

O desconto acordado é de 20% no valor total dos cursos de pós-graduação da FIPECAFI e beneficiará profissionais da área de contábeis com registro ativo e em dia no CRC SP.

O convênio contempla o curso de especialização Lato sensu em Contabilidade, Controladoria e Finanças e para os MBAs em Contabilidade Pública, Controles Internos (Compliance), Controller, Finanças, Comunicação e Relações com Investidores, Finanças e Risco, Gestão Atuarial e Financeira, Gestão Tributária, IFRS (Normas Internacionais de Contabilidade), Mercado de Capitais e Tecnologia, Inovação e Gerenciamento.

O documento foi assinado pelo presidente do CRC SP, Claudio Filippi, pelo vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CRC SP, José Donizete Valentina, pelo diretor presidente da FIPECAFI, Iran Siqueira Lima, e pelo diretor administrativo-financeiro da FIPECAFI, Carlos Alberto Pereira.

“É uma honra para a FIPECAFI firmar este convênio, que permitirá estreitar ainda mais o relacionamento entre as entidades”, diz o presidente da instituição.

Já o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CRC SP, José Donizete Valentina, afirmou que o convênio beneficiará bastante os profissionais de contabilidade.

O acordo é válido até 31 de dezembro de 2015.

Compliance e Gerenciamento de riscos: curso é oferecido pela Faculdade FIPECAFI

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O Programa de Educação Executiva da Faculdade FIPECAFI, mantida pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras, oferece o curso de curta duração “Compliance e Gerenciamento de Riscos”, nos dias 22, 24, 29 e 31 de outubro e 05 de novembro de 2013, das 19 horas às 23 horas (terças e quintas-feiras), na sede da Fundação.

O curso tem como objetivo proporcionar aos participantes o entendimento de métodos e técnicas que propiciem o importante exercício das atividades de Compliance, Controles Internos e Gerenciamento de Riscos, em função de incertezas, aspectos concorrenciais do mercado e situação Legal e Normativa. O curso é presencial.

As aulas serão ministradas por meio de aulas expositivas, discussões de casos práticos e resolução de exercícios, apresentará conceitos de objetivos relacionados a Compliance e Gerenciamento de Riscos.

O curso tem como público alvo: Profissionais das áreas de Controles Internos, Compliance, Gerenciamento de Riscos, Riscos Operacionais, SOX, Controladoria, Contabilidade, Auditoria e Administração, Analistas, Consultores e Estudantes.

 

Serviço:

Curso: “Compliance e Gerenciamento de Riscos”

Aulas: 22, 24, 29 e 31 de outubro e 05 de novembro de 2013, das 19 horas às 23 horas (terças e quintas-feiras)

Local: Rua Maestro Cardim, 1.170 – São Paulo – SP, próximo da Avenida Paulista e das estações Paraíso e Vergueiro do Metrô

Carga horária: 20 horas

Telefone para informações: (11) 2184 – 2045/ (11) 2184-2046

Saiba mais sobre o curso e faça sua inscrição clicando aqui.

Limites de blindagem são evidentes

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Veículo: Valor Econômico

Governança corporativa não é sinônimo de estratégia de negócio, mas afeta a taxa de sucesso de uma empresa. Principalmente quando falha. Excesso de concentração de poder dos dirigentes, conselhos de administração ineficazes, passividade do investidor, erros de auditorias e agências de rating e regulação deficientes são apontados pelos especialistas como as causas mais comuns para casos que com alguma regularidade surpreendem e até abalam o mercado.

O caldo de cultura que inevitavelmente empurra o negócio para o fracasso também costuma ter como ingredientes, segundo os especialistas, uma atmosfera interna de ganância e arrogância, ausência de ética no topo da organização, ilusão de sucesso do negócio e governança corporativa apenas como ferramenta de marketing.

Os limites de blindagem têm exemplos emblemáticos. Instituições tradicionais como os bancos Société Générale e Lehman Brothers, a Satyam Computer, a seguradora AIG e a fabricante de produtos óticos Olympus são algumas das vítimas de desvios nos processos, políticas e leis que regulam a maneira como uma empresa é dirigida. No Brasil, Sadia, Aracruz e os bancos Santos, Cruzeiro do Sul e Panamericano integram a lista. A Siemens, que aparece nas suspeitas de cartel no Metrô de São Paulo, já havia pagado multas somadas de US$ 1,6 bilhão aos reguladores americano e alemão por ter trocado com governos de diferentes países contratos por propinas estimadas em US$ 1,4 bilhão, entre 2001 e 2008, embora o relatório anual de 2005 afirmasse que “nossa meta é nos tornarmos os melhores da classe em governança corporativa, sustentabilidade e cidadania corporativa […]. Regras e diretrizes asseguram que todas as nossas negociações são éticas e aderentes às exigências legais.”

O mais novo caso emblemático é o que envolve as empresas do grupo OGX, do empresário Eike Batista. O valor do grupo, que chegou a ser avaliado em R$ 98 bilhões, hoje não passa de R$ 2 bilhões. “Há sinais bem significativos de gap de governança na OGX. Alguma coisa contaminou outras empresas do grupo e isso pode ser explicado pelo compartilhamento de conselheiros. Em bancos, o efeito contágio é evidente e bem regulado, mas em empresas não financeiras é pouco explorado”, diz o professor Wesley Mendes, da FGV/Eaesp.

“O caso da empresa X é de evidente má governança. Em muitos casos a governança corporativa é apenas uma ferramenta de marketing e de check list mais voltada ao fortalecimento da imagem da empresa do que a princípios éticos e de aprimoramento da gestão”, afirma Alexandre Di Micelli, da Fipecafi.

Sempre um passo a frente, a Faculdade FIPECAFI oferece o MBA Controles Internos, que pode ajudar os profissionais a terem uma visão global de negócios e o entendimento conceitual e operacional das diversas atividades empresariais. Assim, a governança corporativa torna-se uma ferramenta de extrema importância, e não mais uma estratégia de marketing.

Para saber mais sobre o curso e fazer sua inscrição, clique aqui.

A Geração Y e o confronto com a autoridade

generation Y

*Eline Kullock

Já é fato que a geração Y diz mesmo o que pensa. É interessante observar como as pessoas de outras gerações têm mais dificuldade em dar certas opiniões mais contundentes, enquanto os jovens argumentam e expõem suas ideias de maneira firme e direta, sem subterfúgios.

Isso talvez aconteça porque o jovem não vê a autoridade da mesma maneira como nós vemos. Os estrangeiros, por exemplo, ficam muito impressionados do que no Brasil. Lá as pessoas não têm o hábito de contradizer seus superiores. Se o chefe disse, está dito e tal fala é acatada como uma verdade.

Ao mesmo tempo, o brasileiro, por pressão, aceita que o gestor lhe peça um relatório para ser entregue no dia seguinte ou num prazo curto e, no dia de entregar o que havia sido prometido, muitas vezes não terminou o que deveria ter sido feito. Aí, vem com mil e uma explicações, que acabam não adiantando de nada. É mais fácil prometer, concordar com o chefe e, na hora, “dar um jeitinho”, usando argumentos para dizer que não ficou pronto.

Já a geração Y não aceita a autoridade só porque a pessoa a quem está se dirigindo tem um cargo mais importante, ou porque é seu professor. Isso é explicado pela criação da família, que agora se dá de uma maneira muito mais liberal, em que a estrutura hierárquica da casa é mais achatada, é mais “flat”. Pais e filhos moram no mesmo ambiente, mas os filhos passam a ser mais companheiros que dividem a casa – ao contrário de como se configurava a estrutura familiar hierárquica antiga, em que o pai dava sua opinião e não havia possibilidade de contestá-lo. E, assim, os jovens seguem a vida sem dar muita importância às autoridades que encontram pelo caminho.

Tenho uma historinha muito interessante, sobre certa vez em que eu estava dando palestra e explicando exatamente que os jovens não veem a autoridade da mesma maneira como nós, de outras gerações, víamos. E, por isso mesmo, eles têm uma excelente capacidade de discordar, de pensar por si próprios e refutar uma opinião, não tendo tempo, algumas vezes, de digerir aquilo que lhes é falado de modo profundo.

Imediatamente, um membro da geração Y que estava na plateia disse: “Eu discordo!”. Todo mundo caiu na gargalhada, porque a resposta dele se encaixava diretamente no que eu havia acabado de dizer. Algumas vezes, sem refletir tanto, o jovem discorda simplesmente pelo prazer de discordar, pela vontade de colocar sua própria opinião e de se sentir “no mesmo nível” do seu interlocutor.

Contudo, em minha opinião, essa postura diante da autoridade é um coisa excelente. Pela capacidade de dizer o que pensa, o jovem pode estar mais preparado pra reagir diante de coisas com as quais não concorda, seja no âmbito político, social, em questões ambientais, na escola, enfim, em qualquer espaço do qual participe.

Talvez a geração Y esteja mais preparada pra lidar com um Brasil democrático, onde possa expressar ideias, trabalhar contra as questões de desvio de dinheiro público, enquadrar pessoas sem ética e sem moral, e lutar pelo fim da corrupção. Esse país precisa de gente que fale o que pensa e, talvez, as coisas comecem a mudar quando os jovens entenderem seu potencial de transformar o Brasil em um lugar mais justo e mais correto, ou quando conseguirem “gritar” para as autoridades seus descontentamentos, como fizeram no Chile, por uma reforma educacional.

O movimento do Chile só vem mostrar a força de um grupo que não se submete a uma autoridade que não seja democrática. Os jovens chilenos exigem mais recursos para as universidades públicas e o rebaixamento dos juros do crédito que utilizam para financiar suas carreiras.

Não está na hora dos nossos jovens gritarem por causas semelhantes?

*Eline Kullock – Formada em administração de empresas pela FGV-RJ e MBA Executivo pela Coppead – UFRJ, Eline também é sócia, há 15 anos, da Stanton Chase Internacional, multinacional de executive search baseada em Londres. A profissional é também, há vários anos, pesquisadora de tendências do comportamento dos jovens e a influência dos videogames em sua atuação profissional, sendo considerada fonte de referência no assunto, especialmente quando se fala em “Geração Y“.

Mudança, Conhecimento e Comunicação : Atitudes Vitais para sustentabilidade

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Nancy Assad*

O mundo contemporâneo está em constante mudança, um fenômeno ainda mais potencializado pelo impacto das novas tecnologias da informação e pelo fluxo volátil da Comunicação em tempo real. Nesse contexto, é essencial manter a empresa e a mente humana atualizadas diante das mudanças. É preciso considerar que, independente da época, a inovação sempre existe. O tempo não pára e, por isso, a mudança se torna uma atitude vital para o progresso e aperfeiçoamento no ritmo do mundo moderno.

Diante dessa realidade, a questão primordial aos empresários é: Por que mudar? Ora, diriam os mais experientes que “os tempos são outros”. O fluxo informacional cada vez mais veloz atua como um agente catalisador das relações corporativas e comerciais. Empreendedorismo é uma palavra muito em voga e está atrelada ao imperativo de inovação e mudança.

Assim, a economia e os mercados globalizados propiciaram a ascensão de clientes e mercados mais exigentes, de tal modo que a mudança pode conduzir a empresa a um patamar diferenciado. A partir do momento que uma corporação aposta na gestão de mudança, ela pode fortalecer a cultura organizacional da dinâmica interna e tornar sua transformação estrutural em um diferencial competitivo.

A gestão de mudanças, para ser processada com sucesso, necessita das poderosas ferramentas de Comunicação, que intensificará a influência entre as pessoas. O processo de mudança é o ponto de encontro, por excelência, da prática comunicacional. Mudança e Comunicação são elementos intrinsecamente relacionados, porque é a prática comunicacional que caracteriza, personaliza, diferencia e viabiliza a gestão de mudança.

 Gestão do Conhecimento é a chave para a Gestão de Mudanças

Cinco fases são essenciais para a gestão de mudança atrelada à Comunicação, contando ainda com o fator de Liderança no contexto executivo. Os cinco tópicos são: planejamento, persuasão, decisão, experimentação e confirmação.

Primeiramente, é imprescindível ter em mente o domínio pleno do conhecimento antes de propulsionar propostas de mudança. O foco nesse primeiro momento reside nas necessidades da organização, análise dos impactos, riscos e benefícios acarretados pela mudança. Isso tudo é possível contando principalmente com o engendramento da Comunicação integrada e planejamento estratégico.

É evidente que na atualidade o conhecimento se posiciona no centro das relações, uma vez que o conhecimento é um diferencial competitivo a partir do momento que alia e integra o montante de informações compondo um corpus do saber. O conhecimento é o conteúdo estratégico localizado e sabiamente administrado para um determinado fim. Por isso, ele é a peça-chave para as iniciativas, ações e tomadas de decisões. Assim, a Gestão do Conhecimento é um processo sistemático e articulado para a finalidade última de alcançar um nível de excelência organizacional.

O conhecimento é a chave para a gestão de mudanças, porque possuindo uma gestão efetiva do conhecimento, o empreendedor poderá vislumbrar os pontos críticos que necessitam de mudanças estruturais.

Destarte, o conhecimento – tanto da dinâmica interna da empresa quanto do panorama mundial – é fundamental para identificar o momento mais oportuno para empreender mudanças. Para tanto, é preciso monitorar o mercado, sondar as reais necessidades de realizar mudanças organizacionais e, principalmente, elaborar um plano personalizado de comunicação com uma tática específica para angariar apoiadores e parceiros estratégicos para empreender as mudanças propostas.

A importância da Comunicação na Gestão de Mudanças

Após a análise e o diagnóstico da necessidade de mudanças, inicia-se a fase de persuasão, bem marcante durante a situação de negociação. Na negociação, a busca por firmar um acordo está em todos os momentos. Partindo da hipótese de que a Comunicação é uma eterna luta contra as barreiras comunicacionais, uma estratégia de comunicação organizacional deve ser projetada para transpor tais barreiras e entrar em comum acordo para a concretização da mudança. Nesse sentido, aliada à liderança, a persuasão é a principal arma para se vencer as resistências. Logo, a Comunicação é o fator central para essa etapa.

Vencidas as resistências, entra em cena a liderança para posicionar, com determinação e assertividade, a mudança. É o momento de grandes decisões do líder, que deve consolidar um forte alicerce na edificação de mudanças estruturais. Assim, após a tomada de decisão, o líder deve estrategicamente articular seus colaboradores, apoiadores e parceiros, a fim de unir forças para enfrentar os obstáculos e adversidades que poderá encontrar pelo caminho.

Essas preliminares culminam, enfim, na fase de experimentação das mudanças. Contando com o plano de ação personalizado, a empresa poderá passar por uma fase laboratorial em que se valoriza a experiência empírica da mudança, alinhando os novos papéis e as novas premissas da organização. Finalizada a fase de experimentação, uma avaliação posterior poderá avalizar a confirmação da eficácia da mudança implementada e talvez sinalizar a necessidade de realinhar mais mudanças na estrutura organizacional.

Afinal, a mudança, por sua natureza própria, é marcada pelo caráter de incerteza. É impossível, antecipadamente, apontar certezas absolutas e infalíveis a respeito dos impactos da mudança. O que é possível é tentar traçar previsões e expectativas, apoiando as ações de acordo com um plano de ação estruturado. Se o plano for conduzido com o processo de Comunicação competente, a fase de experimentação será bem-sucedida e finalmente conduzirá a mudança à implementação definitiva.

Apesar de dar ênfase às etapas sistemáticas da Comunicação na gestão de mudança, considero fundamental frisar que a grande virtude da mudança é sua capacidade de ampliar nossos horizontes e abrir novos caminhos, rumo a um aperfeiçoamento contínuo. Mudar é, de fato, uma atitude vital para o ser humano. A comunicação nos permite agir sobre a vida estimulando novos comportamentos que determinam ações evolutivas do SER na suas próprias vidas e dentro das organizações em que atuam. A jornada em direção a mudança é sempre um processo, a vida é nosso melhor professor, desde que nos coloquemos em situações de aprendizado para nosso próprio crescimento. Precisamos abrir nossa  consciência para perceber o novo mundo em que vivemos e que não se aplicam mais os papeis sociais e costumes de preservação, vivencia, propriedade e domínio, o hoje: é um mundo para se compartilhar. Convido-os a estabelecer os mais altos padrões de conhecimento, comunicação e compartilhamento para obter ….. mudanças, o resultado serão pessoas mais felizes, afetuosas, eficientes convivendo harmonicamente de forma contínua porque uma consciência superior estabeleceu-se PELA MUDANÇA.

*Empresária, consultora, palestrante, especialista em comunicação empresarial. Diretora-executiva da NA3 Comunicação Estratégica