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Fazer ou Comprar? O que é melhor para sua empresa?

Em diversos momentos de nossas vidas, nos defrontamos com questões sobre fazer ou comprar. Devo ir ao trabalho de carro ou de táxi? Faço meu próprio almoço ou peço no restaurante? Organizo sozinho a festa das crianças ou contrato um profissional? Nas empresas não é diferente. A análise “Faça ou Compre” propõe uma abordagem para auxiliar o tomador de decisão na escolha da melhor alternativa para seu negócio.

Em um primeiro momento, essa escolha possui foco qualitativo, em que se avalia a capacidade da empresa realizar a tarefa e sua relevância no contexto do negócio. Voltando ao exemplo do almoço, perguntamos: posso ficar sem comer? Para quase todos nós, a resposta a esta primeira pergunta é não; então almoçar é importante. Isso nos leva a uma segunda pergunta: disponho do tempo e recursos necessários para preparar os alimentos? Ou seja, eu sei cozinhar? Tenho o equipamento necessário, como panelas, forno, fogão etc.?

A análise destes dois conjuntos de questões relacionados à importância e à disponibilidade de recursos nos leva ao seguinte quadro de decisões:


Disponibilidade de Recursos/Conhecimento

Importância / Risco da Atividade

POUCO

MUITO

MUITO

FAÇA

AVALIE

POUCO

AVALIE

COMPRE

Quando você tiver pouca competência(recurso e conhecimento) e a atividade é muito importante ou de alto risco, então compre; nos casos em que você tiver alta competência e a atividade for corriqueira, faça você mesmo.

Já para os casos em que a análise qualitativa não for suficiente o gestor poderá, ainda, lançar mão de uma avaliação quantitativa das opções. Existem diversos métodos possíveis para a análise quantitativa, dentre os quais:

(i)  Avaliação direta do montante dos custos envolvidos em cada opção,
(ii) Avaliação do retorno esperado, ou
(iii) Outro de escolha do gestor.

Um ponto de especial atenção na avaliação quantitativa refere-se a avaliar se estão sendo contemplados todos os custos envolvidos em cada opção de decisão. Voltando a nosso exemplo, é importante avaliar se foram considerados os custos do transporte do almoço até o local de consumo; se há uma embalagem térmica disponível para esse transporte ou se é necessário adquirir; se foram considerados o tempo e a água necessários para limpar as panelas e pratos utilizados etc.

Em muitos casos, os custos assumidos na decisão de realizar a atividade por conta própria vão além da atividade em si, podendo levar o gestor a uma decisão equivocada.

Leituras de apoio:
PMI. A Guide to the Project Management Body of Knowledge, Cap. 12. 5ª Edição, 2013.


Autor: Carlos Struckas –
 Mestrando em Ciências Contábeis pela Universidade de São

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