IPO – Decifrando as ofertas de ações

 

Você não fica curioso para entender um dos assuntos mais interessantes da economia, que é a oferta pública de ações? Também conhecida no jargão do mercado financeiro como IPO, que é a abreviação do inglês initial public offering.

Ainda mais, porque esse é um tema que retoma com força na mídia atualmente e podemos acompanhar, por exemplo: o IPO da NotreDame Intermédica, com uma oferta equivalente à R$ 2,4 bilhões, comemorada em 23/04/2018. Aliás, nessa mesma data, ocorreu a precificação da oferta de ações da Hapvida, que resultou num IPO de cerca de R$ 3 bilhões. Complementando essa janela de oportunidade, ocorreu na sequência o IPO do Banco Inter, uma fintech, que captou cerca de R$ 720 milhões. Ou seja, foi possível acompanhar empresas de diversos setores e tamanhos acessando mais de R$ 6 bilhões de uma nova fonte de recursos. No futuro, a forte musculatura financeira poderá ser o diferencial estratégico dessas companhias frente aos respectivos concorrentes.

Já parou para analisar por que essas empresas recorreram ao mercado de capitais? Os motivos podem ser os mais diversos, mas geralmente o IPO é interessante porque ele pode ser a solução de captação de recursos para uma empresa crescer seu negócio ou diminuir seu endividamento ou a oportunidade para o empresário monetizar, pois frequentemente todo recurso dos empreendedores está investido na empresa, ou ainda um mix disso tudo. Do lado do investidor, ele poderá se tornar um acionista de um bom case e ter um excelente retorno do dinheiro investido, através de dividendos e da valorização das ações.

Nesse sentido, convido a todos a refletirem: esse pode ser um caminho para empresa que faço parte? E finalizo com a seguinte provocação: você está preparado para um IPO?

Autor

Renato Issatugo
Economista, com MBA em finanças com foco em relações com investidores e coordenador do Curso IPO – Desvendando a Estruturação de uma Oferta Pública de Ações de Educação Executiva da Faculdade FIPECAFI . Atuou por mais de 18 anos no mercado de capitais, trabalhando diretamente em IPOs e ofertas públicas de renda fixa privada. Nos últimos anos, foi Superintendente de Desenvolvimento de Empresas na B3, atual denominação da bolsa de valores do Brasil. Representou essa bolsa em diversos fóruns, palestrando inclusive no XXII Congresso de Executivos de Finanças do IBEF. Adicionalmente é membro do Lab (Laboratório de Inovação Financeira) constituído pela ABDE, BID e CVM. Possui formação de Conselheiro de Administração pelo IBGC e atua como tal no Izakaya Toki. Por fim, é professor da FIPECAFI.

 

 

Leave Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *