Prof. Dr. Carlos Alberto Pereira ministra aula inaugural do MBA Gestão Tributária

O Prof. Dr. Carlos Alberto Pereira, Coordenador do MBA Gestão Tributária e Diretor Administrativo-Financeiro da FIPECAFI, ministrou, em 17 de março de 2015, a partir das 19 horas, a aula inaugural da 19ª Turma do MBA de Gestão Tributária. Alunos e convidados lotaram o auditório da sede da FIPECAFI, em São Paulo (SP).

O Professor Carlos Alberto Pereira apresentou o cenário tributário em amplo processo de reformulação, a entrada definitiva na era digital e a integração de informações em todas as esferas no Brasil e exterior (ou seja, colaboração da inteligência fiscal entre países).

O cenário tributário se sofistica com o cruzamento de informações, ao mesmo tempo em que ocorre uma complexidade na legislação fiscal e carga tributária crescente. “São 46 normas por dia útil e excesso de obrigações acessórias, ficando o Brasil em primeiro lugar no ranking Tax Compliance”, frisou o Prof. Carlos Alberto Pereira, que também é coordenador do Núcleo de Estudos em Controladoria e Gestão Tributária (EAC-FEA-USP).

“O cenário do Sistema Tributário Brasileiro reforça o papel estratégico da gestão tributária das empresas”, argumenta.

O Prof. Carlos Alberto Pereira destacou a importância da interdisciplinaridade e integração de conhecimentos. “Uma gestão tributária eficaz requer conhecimentos jurídicos, econômicos, contábeis, administrativos e legais”, declarou. O desafio do Comitê Tributário é integrar os conhecimentos. “A área tributária é tão ampla e complexa que se não houver integração de conhecimentos – dentro de uma visão global do negócio – os riscos tributários podem comprometer a continuidade do empreendimento”, afirmou.

MBA Gestão Tributária – O MBA Gestão Tributária foi lançado em 2008 e tem entre seus diferenciais: a abordagem interdisciplinar, integrando conhecimentos contábeis, jurídicos, legais, fiscais, econômicos e gerenciais. Os conhecimentos teóricos e práticos são aplicados às decisões tributárias. Professores altamente qualificados, especializados e experientes. Aulas presenciais são muitas vezes com os próprios autores dos livros. O curso possibilita networking entre profissionais com diferentes formações e experiências em diversas áreas de atuação. São realizadas palestras e workshops sobre temas atuais e relevantes, material didático incluso, turmas regulares e simultâneas e o MBA Gestão Tributária da FIPECAFI é referência no mercado.

“Com base em abordagem interdisciplinar, o curso oferece aos participantes conhecimentos teóricos e práticos, oriundos das áreas contábil, jurídica, legal, fiscal, econômica e administrativa, necessários para a identificação de oportunidades e o desenvolvimento de estratégias que objetivem a otimização dos custos tributários, o aumento da competitividade e a melhoria dos resultados das empresas”, concluiu o Prof. Dr. Carlos Alberto Pereira.

 

Inscrições abertas para a Turma 20 do MBA Gestão Tributária– com início do curso previsto para maio de 2015

www.fipecafi.org.br

(11) 2184-2034 Fax (11) 2184-2001

Patrícia Ferreira

 

Como se destacar na carreira?

Em meio a um mercado cada vez mais aquecido e disputado, é importante estar atento a alguns fatores para conquistar os melhores cargos e oportunidades.

Nós da FIPECAFI separamos algumas dicas para você se diferenciar:

1)      Não realize apenas as tarefas que chegam até você. Procure ajudar colegas de trabalho com suas atividades e busque soluções para problemas gerais.

2)      Aprender ou exercitar outros idiomas como inglês e espanhol proporcionam diferenciais na disputa por uma vaga ou por uma promoção. Com as diversas negociações internacionais existentes, os profissionais precisam compreender os termos técnicos em outra língua, mas também não podem deixar de dominar o português.

3)      A ética e o caráter são primordiais para os lados profissional e pessoal de qualquer indivíduo.

4)      Procurar conhecer bem a empresa que deseja fazer parte ou a que já integra é muito importante. Quanto mais informações você tiver, mais prático será realizar suas atividades e trazer resultados positivos para a organização.

5)      Todas as áreas de uma empresa são interligadas, ou seja, uma depende da outra. Por isso, é importante saber trabalhar em equipe, ouvir e estar aberto às ideias dos colegas de trabalho.

6)      Quem para na graduação fica para trás. É importante participar de palestras, seminários, investir em certificações, línguas estrangeiras e cursos de MBA, Especialização, Extensão, entre outros.

Para auxiliar nessa jornada, a FIPECAFI proporciona o desconto de 5%, no valor total dos cursos de MBA e Especialização, para todos os matriculados até 27 de fevereiro. Aproveite!

Confira as grades participantes:

MBA

Especialização

Inscrições abertas para MBA Finanças, Comunicação e Relações com Investidores com início em março de 2015

A Faculdade FIPECAFI, mantida pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras, está com inscrições abertas para o MBA Relações com Investidores, oferecido em parceria com o IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores). As aulas têm previsão de início em março de 2015 e o processo seletivo, composto por análise curricular e entrevista presencial com o coordenador do curso, já foi iniciado. O curso foi iniciado em 2001 e é pioneiro no Brasil, tendo se desenvolvido e consolidado em consonância com as necessidades e tendências do mercado de capitais. A parceria com o IBRI assegura o caráter prático e atual do programa. O conteúdo possibilita aos profissionais uma visão global em business, o entendimento conceitual e operacional das diversas atividades relacionadas com o mercado financeiro e de capitais, e promove, ainda, amplo treinamento na área de comunicação e marketing, com a utilização das mais modernas técnicas existentes.

Mais informações: Curso: MBA Finanças, Comunicação e Relações com Investidores

Clique aqui para se inscrever.

Telefone para informações: (11) 2184-2020

E-mail: comercial@fipecafi.org

Rodrigo Luz, formado no MBA de RI da FIPECAFI, é o novo Presidente Executivo do IBRI

Rodrigo Luz, Diretor Administrativo-Financeiro e de Relações com Investidores da Eternit e formado no MBA Finanças, Comunicação e Relações com Investidores (10ª Turma) da FIPECAFI, é o novo Presidente Executivo do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), substituindo Vitor Fagá, que exerceu a Presidência Executiva do IBRI e a Diretoria de Relações com Investidores da ViaVarejo. Fagá assumiu recentemente a Diretoria Financeira da Cnova, empresa de comércio eletrônico do grupo francês Casino.

O anúncio foi feito durante o Jantar de Confraternização do IBRI, em 10 de dezembro de 2014, em São Paulo (SP), que teve a participação do Prof. Francisco D’Orto Neto, coordenador do MBA Finanças, Comunicação e Relações com Investidores da FIPECAFI-IBRI.

“O Rodrigo Luz há anos está no corpo diretivo do Instituto, seja em comissões ou na diretoria. A indicação do Rodrigo Luz para assumir a presidência teve acolhida total do Conselho de Administração do Instituto, pois conhecemos a sua seriedade e as relevantes contribuições, em diversos projetos do IBRI. Rodrigo Luz sempre esteve alinhado com o Conselho e temos convicção que fará uma gestão excelente”, afirma Geraldo Soares, presidente do Conselho de Administração do IBRI.

Rodrigo Luz atuou como membro da Comissão de Desenvolvimento Profissional do IBRI (no período 2010-2012), diretor adjunto da Regional São Paulo (2012-2013) e recentemente Diretor Vice-Presidente e Diretor da Regional IBRI São Paulo.

Sobre Rodrigo Lopes da Luz

Rodrigo Lopes da Luz é Contador e possui MBA em Finanças, Comunicação e Relações com Investidores, programa elaborado em conjunto pela FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) e IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores).

É colaborador do Grupo Eternit desde 2004, onde gerenciou as Áreas de Relações com Investidores, Auditoria Interna, Controles Internos, Administrativa, Contábil e Tributária. Atualmente é CFO (Chief Financial Officer) e RI da Eternit S.A. e acumula a função de CFO da Companhia Sulamericana de Cerâmica, joint-venture entre a Eternit e a Companhia Colombiana de Cerâmica (Colceramica) .Também é um dos autores da segunda edição do livro “Curso de Mercado Financeiro” da Editora Atlas.

Profa. Dra. Isabel Lourenço realiza palestra na FIPECAFI sobre “A importância do enforcement na aplicação das IFRS: uma visão internacional”

A FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) promoveu, no dia 02 de setembro de 2014, a partir das 19 horas, palestra da Profa. Dra. Isabel Lourenço sobre “A importância do enforcement na aplicação das IFRS: uma visão internacional”.

O Prof. Dr. Iran Siqueira Lima, presidente da FIPECAFI, abriu o evento destacando a importância do tema, o conhecimento da palestrante e agradeceu a presença dos participantes que lotaram o auditório da Fundação.

A Professora Dra. Isabel Lourenço é Professora Associada no ISCTE-IUL (Instituto Universitário de Lisboa) e Professora Visitante da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo).

A Profa. Dra. Isabel Costa Lourenço leciona em mestrado e cursos para formação de executivos na área de Contabilidade Financeira. Dirigiu vários programas do ISCTE-IUL e Centros Associados, incluindo o Mestrado em Contabilidade, o Programa de Doutoramento em Contabilidade, o Programa para Executivos sobre IFRS, o Programa de Formação Intra-empresa sobre IFRS, entre outros. É autora de mais de dez livros sobre normas internacionais de contabilidade e participa constantemente de conferências científicas na área de contabilidade.

Independência – De acordo com os estudos da Profa. Isabel Lourenço, os benefícios da adoção das normas contábeis internacionais (IFRS –  International Financial Reporting Standards) são mais efetivos em países com organismos de enforcement (monitoramento eficaz e que punam por descumprimento de normas) mais independentes e competentes.

De maneira geral, a adoção das normas contábeis internacionais traz benefícios para o mercado de capitais como qualidade e comparabilidade das informações, propiciando mais liquidez e menor custo de capital. O mercado de capitais torna-se mais eficiente. A Profa. Dra. Isabel Lourenço disse, no entanto, que as pesquisas demonstraram que os benefícios foram mais notados em países com mecanismos de controle independentes, eficientes e que adotem medidas punitivas severas em caso de não cumprimento das normas. “A proteção ao investidor gera confiança e fortalece o mercado de capitais”, destacou a Profa. Dra. Isabel Lourenço.

O Prof. Dr. Iran Siqueira Lima encerrou o evento, observando que por pior que seja a situação das companhias é preciso dizer a verdade para manter a credibilidade e ressaltou também a importância de se ter organismos de acompanhamento e punição para manter a confiança dos investidores nacionais e internacionais.

Em agosto a FIPECAFI completa 40 anos de tradição no ensino

A instituição tem orgulho da importante participação na carreira dos alunos e pesquisas no mercado 

No próximo mês, a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras, completa 40 anos de um trabalho responsável e eficaz nas áreas de contabilidade, economia, finanças e afins.

Sempre inovando, a instituição cresceu e modernizou o ensino, criando novas formas e níveis de passar todo o conhecimento necessário para seus alunos. O corpo docente é composto por professores doutores e mestres em sua maioria titulados pela FEA/USP em contabilidade e áreas afins, com experiência no mercado e na docência de pós-graduação lato sensu (MBA). Além disso, a FIPECAFI tem grande presença nas pesquisas mais recentes e importantes da área, contando com profissionais atuantes e renomados.

Visite nosso site, conheça nossa missão e valores e venha fazer parte dessa história de sucesso! Clique aqui.

 

FIPECAFI promove evento sobre certificação internacional

O encontro acontecerá no auditório da FIPECAFI

No próximo dia 28 de abril, a partir das 19h, o presidente da EFFAS (The European Federation of Financial Analysts Societies) e vice-presidente da ACIIA (Association of Certified International Investment Analysts), Jesús López Zaballos, dará uma palestra sobre tais instituições e suas certificações. A Profa. Dra. Marina Mitiyo Yamamoto, coordenadora do MBA Mercado de Capitais, coordenará o encontro, que terá a presença de alunos das turmas 26 e 27 do curso.

Ricardo Tadeu Martins, presidente da Apimec SP (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais de São Paulo) e Lucy Sousa, ex-presidente da Apimec Nacional e atual conselheira da Apimec SP, também farão apresentações.

As inscrições são gratuitas e as vagas, limitadas. Clique aqui e inscreva-se.

MBA tem turma confirmada para o final do mês

Curso conta com a parceria do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores)

Pioneiro no país, o MBA Finanças, Comunicação e Relações com Investidores trata de assuntos voltados à governança corporativa, relação com o mercado de capitais e comunicação interna e externa das empresas, proporcionando uma visão ampla e integrada da área de business. As aulas ajudam a desenvolver e estimular competências na área de gestão e comunicação financeira, bem como estimular as ações empreendedoras e a capacidade de operacionalização de estratégias, implementação de mudanças e de alcance dos objetivos.

A FIPECAFI firmou parceria com o IBRI, afim de oferecer um programa atualizado com frequência, além de trazer todas as novidades da carreira, inserindo o aluno na rotina do mercado. A próxima turma está com inscrições abertas para o dia 29 de março.

Últimas vagas, inscreva-se!

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Financial Reports: Evidenciação do negócio para credores e investidores

Curso é lançamento da FIPECAFI e possui duração total de 1 mês

A modalidade eLearning veio com uma novidade para administradores, controllers e funcionários das áreas financeiras ou contábil. O curso Financial Reports trata das informações requeridas por bancos e investidores, sobre a empresa, no momento de uma possível tomada de recursos e, com base nisso, melhorar a abertura e qualidade das mesmas.

Ao longo das aulas o aluno aprenderá a preparar books financeiros, abordando os principais pontos que as áreas de análise de crédito de bancos usualmente requisitam. Além disso, para as empresas que pretendem acessar o mercado de capitais (com lançamento de títulos de dívida como debêntures, por exemplo) serão abordadas as orientações passadas pela CVM através da instrução normativa CVM Nº 480/2009 e respectivas alterações. Assim, será possível revisar as informações necessárias requeridas nos prospectos de emissão de valores mobiliários.

O curso tem lançamento previsto para o próximo dia 17.

Saiba mais: (11) 2184.2026 ou elearning@fipecafi.org.

MBA da FIPECAFI conta com parceria da instituição com o IBRI

Teoria e prática reunidas em um só curso

Os profissionais do mercado financeiro são contemplados com formação de qualidade na FIPECAFI. Devido a parceria da instituição com o IBRI, o MBA Finanças, Comunicação e Relações com Investidores oferece ao aluno uma grade curricular atualizada a cada nova turma. O curso é pioneiro no Brasil, tendo se desenvolvido e consolidado em consonância com as necessidades e tendências do mercado de capitais.

As inscrições para a nova turma do MBA, que tem previsão de início em março, estão abertas. O processo seletivo compõe análise curricular e entrevista presencial com o coordenador do curso e já está em andamento.

Desconto para alunos matriculados até 28/02. Inscreva-se!

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FIPECAFI e CRC firmam acordo

Profissionais de contabilidade são contemplados com desconto em cursos de pós-graduação

A FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) e o CRC SP (Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo) firmaram convênio, no dia 03 de fevereiro, para conceder desconto em cursos de pós-graduação. O acordo ocorreu durante uma sessão plenária realizada na sede do Conselho.

O desconto acordado é de 20% no valor total dos cursos de pós-graduação da FIPECAFI e beneficiará profissionais da área de contábeis com registro ativo e em dia no CRC SP.

O convênio contempla o curso de especialização Lato sensu em Contabilidade, Controladoria e Finanças e para os MBAs em Contabilidade Pública, Controles Internos (Compliance), Controller, Finanças, Comunicação e Relações com Investidores, Finanças e Risco, Gestão Atuarial e Financeira, Gestão Tributária, IFRS (Normas Internacionais de Contabilidade), Mercado de Capitais e Tecnologia, Inovação e Gerenciamento.

O documento foi assinado pelo presidente do CRC SP, Claudio Filippi, pelo vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CRC SP, José Donizete Valentina, pelo diretor presidente da FIPECAFI, Iran Siqueira Lima, e pelo diretor administrativo-financeiro da FIPECAFI, Carlos Alberto Pereira.

“É uma honra para a FIPECAFI firmar este convênio, que permitirá estreitar ainda mais o relacionamento entre as entidades”, diz o presidente da instituição.

Já o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CRC SP, José Donizete Valentina, afirmou que o convênio beneficiará bastante os profissionais de contabilidade.

O acordo é válido até 31 de dezembro de 2015.

Relatório Anual: uma espécie ameaçada?

Veículo: REVISTA RI – dez/13

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Realmente, o cenário atual para relatórios anuais está bastante complicado: IBASE, Relatório da Administração, Relatório Anual, Relatório de Sustentabilidade, Relato Integrado… Se a empresa é uma só, não seria razoável que produzisse apenas um “relatório anual” por ano?

Por Lélio Lauretti*

Primeira dificuldade:

O Relatório da Administração é o único exigido pela própria lei das S/A; os demais tipos não têm sequer previsão legal e são produzidos por livre iniciativa das empresas, especialmente as de capital aberto;

Segunda dificuldade:

Além de ser o único de caráter obrigatório por lei, o Relatório da Administração tem que ser publicado pelo menos em dois jornais (um dos quais o Diário Oficial). Essa publicação, segundo opinião recente do Prof. Modesto Carvalhosa, é indispensável para a legalidade da prestação de contas que as S/A têm por obrigação fazer (revista Capital Aberto);

Terceira dificuldade:

O Relatório da Administração, que inclui as Demonstrações Financeiras e as Notas Explicativas, é o único que depende de aprovação pela Assembleia Geral dos Acionistas; esta aprovação é imperativa porque, quando feita sem reservas, exonera de responsabilidade os administradores e os conselheiros fiscais (salvo casos de erro, dolo,fraude ou simulação);

Quarta dificuldade:

Voltando a citar o Prof. Modesto Carvalhosa: “O Relatório de Administração deve conter informações concretas, minuciosas, profundas e sinceras sobre a situação financeira, negocial e patrimonial da Cia. e suas perspectivas imediatas e mediatas. Se não for obedecido esse preceito, os administradores e os controladores poderão ser responsabilizados.” (Comentários à Lei das S/A., artigos 117 e 158).

Tais considerações não deixam dúvida quanto à importância e à obrigatoriedade de publicação do Relatório da Administração,tendo mais em conta que, nos termos do Artigo 158 – II – § 2º da Lei das S/A., “Os administradores são solidariamente responsáveis pelos prejuízos causados em virtude de não cumprimento dos deveres impostos por lei para assegurar o funcionamento normal da Companhia”.

A antiga lei das S/A (a 2.627, de setembro/1940) não cuidava do assunto “relatório da administração”, que foi institucionalizado pela Lei 6.404, de 1976. Nos termos desta lei, na parte referente aos “Documentos da Administração” (Artigo 133), os administradores devem, um mês antes da data de realização da Assembleia Geral Ordinária, colocar à disposição dos acionistas (ou divulgar), além de outros documentos:

I) O Relatório da Administração sobre os negócios sociais e os principais fatos administrativos do exercício findo;

II) A copia das demonstrações financeiras (das quais as Notas Explicativas são parte integrante).

Apesar de todos os aspectos de ordem impositiva, o Relatório da Administração continua a desempenhar um papel secundário na comunicação institucional das empresas, inclusive das abertas, muitas das quais o contemplam apenas como uma obrigação legal. A conclusão, pouco animadora, é que, apesar de ser o único tipo de relatório de publicação obrigatória e de aprovação necessária por assembleia geral de acionistas, o Relatório da Administração é, entre todos, o que
recebe menor atenção. Acho que ninguém, em nossos dias, o elegeria como “relatório único”.

Várias causas podem explicar isso, mas penso que o crescimento exponencial do espaço ocupado pelas notas explicativas seja a de maior peso.Acompanhei um número razoável de publicações, em 2013, relativas a Relatórios de Administração de 2012, procurando estabelecer uma relação entre o espaço ocupado pelo relatório completo (inclusive Demonstrações Financeiras) e, mais particularmente, pelas Notas Explicativas. Alguns casos ilustrativos são refletidos na tabela abaixo:

tabela

A média dos exemplos acima corresponde a uma alocação, às Notas Explicativas, de 73,5% do espaço total ocupado pelo Relatório da Administração. Sem envolver questões de mérito, a pergunta de ordem prática é a seguinte: quantos seriam os leitores dedicados à leitura de relatórios de administração publicados e, em especial, das notas explicativas? Só posso falar por minha própria experiência, que vem desde os anos 70: só leio notas explicativas quando a verba da demonstração financeira merece um cuidado especial na sua interpretação, quer pelo montante, quer pela variação ou por outro motivo qualquer.

A conclusão se impõe: maior espaço é igual a maior custo que não é igual a maior interesse pela leitura!

As demais formas de relatórios anuais, em livros ou nos sites, como o de Sustentabilidade, o Anual, o Único (já que o Relato Integrado, pelo que ouço, não é “mais um” relatório…) também padecem suas difi culdades e são espécies igualmente ameaçadas, pelas seguintes razões:

1. O elevado custo de publicação do Relatório da Administração reduz a disponibilidade orçamentária de muitas empresas para outros tipos de relatórios. Induz também algumas empresas a compensar a extensão das Notas Explicativas com cortes nos textos de informações não financeiras, que ficam reduzidos aos velhos chavões do tipo “Srs. Acionistas, na forma da lei e do estatuto, apresentamos as demonstrações financeiras relativas ao exercício encerrado em ________, juntamente com o Parecer dos Auditores Independentes e ficamos à sua disposição para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários”;

2. O tempo de preparo e divulgação dos demais relatórios, em especial nos apresentados sob a forma de livros ilustrados, tem como consequência uma divulgação que, pela experiência do Prêmio Abrasca, muito raramente acontece antes do mês de abril, ou seja, quando o primeiro trimestre do novo exercício já está encerrado. O Prêmio registrou vários casos de divulgação nos meses de junho e julho, ou seja, quando as expectativas do mercado já estavam sintonizadas com o segundo trimestre (e primeiro semestre) do novo exercício, e o interesse sobre o que se passou no “ano passado” se reduzira bastante! Para o “curto-prazismo” dos ITRs (que nem obrigatórios são na Europa!), um ano é tempo demais… Não foi por outra razão que a Unilever deixou de informar resultados trimestrais;

3. Há hoje uma tendência à padronização de relatórios e à alocação exagerada de espaço para falar sobre o próprio relatório. Isso não corresponde aos objetivos defendidos pelo Prêmio Abrasca, desde seu lançamento em 1.999: informações realmente relevantes, financeiras e não financeiras, num roteiro único (que inclui aspectos sócio-ambientais) e, com particular destaque, com total respeito às peculiaridades de cada empresa e de cada setor. Nenhuma palavra sobre o próprio relatório! Decorre desta exposição meu temor de que estejamos em face de uma nova “espécie ameaçada”. É preciso que as empresas desenvolvam métodos de “feed-back” para avaliar o grau de receptividade dos informes que distribuem (não conheço muitas que fazem isso, a despeito dos custos envolvidos, que não são pequenos).

Além disso, juntamente com os profissionais, os investidores e as associações de classe que têm apoiado o Prêmio Abrasca de Melhor Relatório Anual em seus 15 anos de vida, devem manter e mesmo elevar a pressão sobre os órgãos competentes para corrigir essas distorções e evitar que os relatórios anuais se convertam, em futuro não distante, de “espécie ameaçada” em “espécie em extinção”. Se isso acontecer, a grande vítima será o Mercado de Capitais!

*Palestra proferida por Lélio Lauretti, em 28/11/2013, no evento do 15º Prêmio Abrasca de Melhor Relatório Anual, no auditório da BM&F Bovespa em São Paulo.

Lélio Lauretti é expert em Relatórios Anuais – foi o criador e o 1º presidente da
Comissão Julgadora do Prêmio Abrasca de Mlehor Relatório Anual.