Mercado de trabalho em 2015 é favorável a profissionais de finanças

O mercado de trabalho este ano tem seguido uma linha cautelosa quanto a investimentos e controle financeiro por parte das organizações. O cenário anda favorável aos profissionais de finanças, já que é a área que mais está em evidência nas empresas.

Recrutadores entrevistados pela Exame afirmaram que boa parte das empresas não conseguiu bater suas metas no ano passado, tornando necessária a presença de um profissional para organizar este objetivo e realizar a gestão financeira da empresa, maximizando sua rentabilidade.

Gerente ou diretor de planejamento financeiro, gerente de planejamento tributário, gerente ou diretor de compliance e controles internos, controller, diretor financeiro e executivo de governança corporativa são alguns dos cargos que se manterão em alta este ano.

As funções exigem graduados em Administração, Economia, Engenharia ou Ciências Contábeis, além de pós-graduação na área financeira. Conheça as grades de curso da FIPECAFI e aprimore seu currículo para uma carreira de sucesso.

Graduação em Ciências Contábeis 

MBAs

 

Fonte: Portal Exame

O que envolve o universo atuarial?

Instituições de seguros e de previdência privada lidam com a gestão de ativos e de pensões, envolvendo a análise de riscos e expectativas financeiros e econômicos. Profissionais responsáveis pela administração delas precisam dominar uma série de conhecimentos em economia, administração, contabilidade, matemática, finanças e estatística, para entender os modelos atuariais elementares.

Os conceitos atuariais são aplicáveis em todos os ramos de negócios. Os estudos na área dividem-se basicamente em questões tratadas a longo (aposentadoria, pensões, seguros de vida e saúde) e a curto prazo (seguros de automóveis e responsabilidade civil). O desenvolvimento de produtos mais sofisticados e complexos tem feito o mercado demandar por profissionais com habilidades atuariais.

Esteja preparado para o moderno mundo dos negócios e seus riscos adjacentes: MBA Gestão Atuarial e Financeira da FIPECAFI. O curso tem mais de 15 anos de existência e é ministrado por professores inseridos no mercado e em projetos de pesquisas, trazendo o que há de mais atual para as salas de aula.

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Controller e tributação são áreas demandadas em 2015

Para acompanhar as mudanças do mercado, diversas empresas têm iniciado processos de estruturação e reestruturação, além da implementação de controles e processos para um crescimento sólido e rentável. Essas transformações têm beneficiado profissionais graduados em Ciências Contábeis, Administração, Economia e Direito, gerando muitas oportunidades.

Após analisar o cenário econômico do Brasil e do mundo, a empresa de recrutamento Michael Page destacou três cargos em áreas relacionadas a finanças como as mais demandadas pelo mercado em 2015. Confira:

1)      Controller

Responsável pela gestão contábil, fiscal, coordenação e direção das atividades executadas nas áreas de planejamento, controladoria e finanças. A demanda por essa qualificação foi intensificada após a implementação das IFRS na contabilidade brasileira.

2)      Gerente de Planejamento Tributário

Acompanha e garante a apuração e o planejamento dos tributos em todas as esferas, atuando de acordo com a legislação fiscal e atendendo às auditorias. Além disso, ainda participa de processos decisórios da organização sobre aquisições, cisões, incorporações e vendas. A complexidade da matriz tributária brasileira exige uma demanda de profissionais qualificados na área.

3)      Gerente de Desenvolvimento de Negócios

Prospecta e lidera projetos de negócios ainda não explorados, com o objetivo de captar novas fontes de receita para a empresa. Responsável por gerar novos contratos a partir do desenvolvimento de nova aplicação para produto ou serviço.

Para alcançar estes cargos, os profissionais precisam se qualificar. A FIPECAFI oferece cursos específicos: MBA Controller e MBA Gestão Tributária.

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Fonte: Guia do Estudante

Banco Mundial prevê crescimento para o Brasil

O Banco Mundial (BM) espera que o Brasil cresça apenas 0,5% neste ano, índice que só será superado, no futuro, se o país adotar uma série de agendas.

A primeira atitude seria analisar o tipo de política econômica que pode despertar interesse nos investidores. Uma boa parte do crescimento do país nesses últimos anos, foi construída com base no consumo. A economia anda crescendo ao longo prazo e não somente com o consumo, mas vem mantendo uma certa estabilidade.

Durante a apresentação do estudo “Desigualdade em uma América Latina com menor crescimento”, a previsão foi ao inferior crescimento que está abaixo da média da região, que é de 2,7% para 2014, e se encontra atrás de 27 nações da região. O Brasil só supera Barbados, Argentina e Venezuela.

Com esse nível baixo de crescimento, o Brasil e outros países como Argentina e Venezuela podem encontrar dificuldade de manter a redução da desigualdade registrada na última década, com a redução da metade dos níveis de pobreza extrema foi alcançada. Segundo o BM, com esse nível baixo de crescimento, países como o Brasil, a Argentina e a Venezuela podem ter dificuldades para manter a tendência de redução da desigualdade registrada na última década, 12% em 2012, e a duplicação da classe média para 34% da população latino-americana no mesmo ano.

(fonte: http://goo.gl/uRSqrq)

Extensão Introdução à Psicologia Econômica começa amanhã

O curso conta com aulas expositivas, apresentação em Power Point e estímulo a debates

Profissionais formados em Psicologia, Contabilidade, Economia, Administração, Políticas Públicas, Direito, Micro finanças, Informação, Serviço Social e muitas outras áreas afins, e que querem interligar todos esses conhecimentos e voltá-los para a economia e finanças, devem se inscrever no curso.

O programa aborda temas como: psicologia econômica, economia comportamental, finanças comportamentais e neuroeconomia, fornecendo referências da literatura científica, dados de pesquisas e exemplos sobre diferentes aspectos psicológicos da tomada de decisão e do comportamento econômico. Além disso, o curso também descreve as principais dinâmicas mentais e sua influência sobre as decisões econômicas, com ênfase sobre fatores cognitivos e emocionais, e aprofunda o conhecimento sobre as etapas, padrões, suscetibilidade a enganos e fatores intervenientes presentes no processo decisório.

A próxima turma inicia nessa quinta-feira, 24 de julho, em período integral. Clique aqui, saiba mais sobre o curso e inscreva-se!

Graduação em Ciências Contábeis em metade do tempo normal

Programa aproveita disciplinas estudadas em outros cursos

A FIPECAFI lança uma graduação especialmente voltada para profissionais formados em cursos como: Administração, Economia, Estatística, Atuária, Engenharia e Direito.  O tempo de conclusão do curso pode diminuir pela metade, através da eliminação de disciplinas que oferecem conhecimentos já adquiridos na graduação anterior.

O corpo docente da graduação para graduados é o mesmo da graduação em Ciências Contábeis tradicional da instituição e a grade curricular conta com as principais matérias.

Início em agosto, vagas limitadas. Clique aqui e inscreva-se!

 

MBA Gestão Tributária inicia amanhã

O curso é composto por três módulos estruturados de forma lógica e consistente

Profissionais das áreas de Contabilidade, Administração, Direito e Economia que desejam atualizar, aperfeiçoar e aprofundar conhecimentos para uma atuação eficaz na gestão tributária de empresas, precisam conhecer o MBA Gestão Tributária FIPECAFI.

Com um programa voltado para o desenvolvimento profissional na gestão dos tributos que incidem sobre as atividades empresariais, o curso leva o aluno a identificar alternativas e desenvolver estratégias que, de acordo com a legislação tributária vigente, contribuam para a melhoria da competitividade e do desempenho das empresas.

Ainda dá tempo de se inscrever e obter uma excelente bagagem em seu currículo. Clique aqui e saiba mais.

Graduação em Ciências Contábeis para alunos já graduados

Curso contempla formados em especialidades que ofereçam sólida base de conhecimentos na área

A FIPECAFI oferece um curso de graduação em Ciências Contábeis para profissionais diplomados em administração, economia, estatística, engenharia e direito, com tempo reduzido. Por meio da eliminação de disciplinas cursadas anteriormente, a duração prevista do curso passa a ser de dois anos, exceto para os profissionais formados em direito, que levarão aproximadamente dois anos e meio. A matriz curricular obrigatória é composta pelas principais disciplinas da tradicional graduação em Ciências Contábeis da FIPECAFI, necessárias para que o aluno possa desenvolver ainda mais seus conhecimentos na área e, posteriormente, adquirir o seu registro no CRC (Conselho Regional de Contabilidade).

Se você se encaixa no perfil, aproveite esse oportunidade! Saiba mais sobre o curso em nosso site. Clique aqui.

Brasileiros economizam e investem mais em poupança

Investimento registrou, em janeiro, o 23º mês consecutivo de resultado positivo

Mesmo com a inflação em alta e a expectativa de um ano de turbulências na economia, o brasileiro tem poupado cada vez mais. Relatório divulgado no último dia 08, pelo Banco Central, apontou captação líquida positiva de R$ 1,7 bilhão em janeiro. O desempenho engloba o pagamento de rendimentos de R$ 3,1 bilhões e o saldo total chegou a R$ 602,7 bilhões, ante R$ 597,9 bilhões de dezembro de 2013.

O economista da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, avaliou que o brasileiro está mais consciente da necessidade de poupar. Ele ainda comentou que as expectativas de um ano difícil para a economia tem incentivado ainda mais as pessoas a guardarem as economias. “A tendência é de que o aumento no saldo da poupança continue por todo o ano porque ainda falta clareza sobre os rumos da atividade econômica”, disse.

Na avaliação do especialista em finanças pessoais e professor da FIPECAFI, Sílvio Paixão, o brasileiro que poupa não analisa as expectativas do mercado como quem lida diariamente com o assunto. Mesmo assim, com o desemprego em baixa e o aumento da renda, ele se sente confiante para fazer economia. “Esse poupador não observa chuvas e trovoadas que estão sendo anunciadas e que podem não se concretizar. Ele está mais seguro porque está trabalhando e ganha melhor”, afirmou.

O professor ainda explicou que, após a explosão do consumo, em que grande parte dos brasileiros contraiu dívidas para comprar um carro, um imóvel ou uma geladeira, ficou nítido que o nível de poupança deveria aumentar. “A maioria das pessoas não troca de automóvel todo ano ou compra uma televisão a cada seis meses. Assim, o dinheiro que sobra vai para a poupança, que tem se tornado um investimento atrativo”, finalizou.

Fonte: Correio Braziliense | 07.02.14

Participação do BNDES na economia bate recorde

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Veículo: Estadão

Financiamentos do banco no 2º trimestre chegaram a 19,7% do crédito total do País

A “interferência” do BNDES no financiamento aos investimentos de empresas e famílias no Brasil bateu recorde ao atingir a fatia de 19,7% no segundo trimestre deste ano. Em 2009, em plena ressaca da crise global, o banco chegou a deter 19,5% de participação. Sua fatia nesse segmento cresceu de 1% para 3,1% do PIB em uma década.

O movimento, detectado pelo Centro de Estudos do Ibmec (Cemec), tem freado o mercado de capitais e inibido o avanço de fontes de financiamento privado, como debêntures e títulos corporativos de dívida, segundo especialistas. Há dez anos, o BNDES tinha uma fatia de apenas 7,4% nesses financiamentos, de acordo com o Cemec, centro bancado por Anbima, BNDES, Cetip, Fiesp e Fipecafi. No período, o mercado de capitais elevou sua fatia no PIB de 0,3% para 2,3%.

Embora reconheça a relevância do banco como fonte financiadora, parte do mercado vê um entrave no forte avanço dos desembolsos do banco nesse mercado. “O BNDES compete com o mercado de capitais”, resume o diretor comercial da Cetip, Carlos Ratto. O professor do Ibmec-Rio Jerson Carneiro concorda, mas ressalva: “O BNDES vem, recentemente, procurando contribuir para os mercados de capitais com fundos de investimento de longo prazo, lastreados em sua carteira”.

Na avaliação do mercado de capitais, o governo federal desloca a poupança do setor privado para financiar seu déficit corrente e seus investimentos. “Essa circunstância é agravada pelo fato de a poupança privada ter caído ao seu menor nível desde 2000”, mostra o estudo.

O BNDES diz que tem estimulado a abertura de capital das empresas nas quais a BNDESPar é acionista e fomentado o mercado secundário de debêntures por meio de um programa de R$ 10 bilhões para aquisição desse tipo de títulos. “A falta de financiamento privado de longo prazo não é fruto da atuação do BNDES, mas uma deficiência macroeconômica estrutural, que eleva os juros dos financiamentos em moeda nacional, algo que melhorou nos últimos dois anos, mas ainda não foi resolvido”, disse o banco, em nota.

Queda. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), principal termômetro dos investimentos, continua muito baixa. Em queda desde 2010, o investimento privado recuou a 15,7% no segundo trimestre, ante 16,9% de 2011. “Isso se reflete num menor volume de recursos próprios e num maior endividamento das empresas sem que o investimento total reaja”, avalia o Cemec. A contribuição do setor público, embora tenha crescido nos últimos anos, estabilizou-se em torno de 2,5%.

O Cemec avalia haver o chamado “crowding out”, traduzido em um “esforço enorme” do setor público para aumentar os investimentos (PAC, desembolsos do BNDES, redução da taxa de juros, desoneração fiscal, etc.), mas descuidando da sua poupança para realizar investimentos. Para desenvolver o segmento e reduzir a “dependência” de sua fonte, o BNDES poderia estimular ida ao mercado via aquisição de debêntures no mercado primário e a oferta de títulos privados no segmento secundário.

BNDES quer mais parceria com bancos privados

As emissões de debêntures de infraestrutura podem chegar a R$ 10 bilhões no ano que vem, mais que o dobro do volume já feito, de R$ 4,5 bilhões, de acordo com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. O executivo citou os números para mostrar que a participação do mercado de capitais será crucial para viabilizar o financiamento dos investimentos no Brasil. “Estamos dialogando de perto com o mercado e esperamos que o volume de 2014 seja ainda maior”, disse, destacando que a desaceleração do ritmo de empréstimos do BNDES terá que ser acompanhada por uma maior presença do setor privado.

O presidente do BNDES afirmou, a cerca de 500 investidores institucionais, que a intenção do banco é ter menos alavancagem, enquanto o setor privado aumenta sua exposição. “O BNDES não quer fazer tudo, quer ter parcerias com os bancos privados”, afirmou em evento do Bradesco BBI, em Nova York, destacando que o mercado de capitais terá papel auxiliar nesse financiamento.

 

O CEMEC, Centro de Estudos de Mercado de Capitais, faz parte das linhas de pesquisa da FIPECAFI. Em parceria com a Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), a Faculdade FIPECAFI oferece o MBA MERCADO DE CAPITAIS.

O curso está focado na capacitação dos profissionais de investimentos. Voltado para executivos e gestores de diversas áreas empresariais e financeiras que estejam atuando ou com pretensão de atuar no mercado internacional, a proposta do MBA Mercado de Capitais é capacitar os alunos a realizarem as principais atividades relacionadas ao Mercado Financeiro e de Capitais nacional e internacional, através de conhecimentos teóricos e práticos sobre os produtos e a gestão dos ativos no mercado de capitais.

Os alunos que concluírem o curso receberão o certificado nacional de conclusão do MBA emitido pela Faculdade FIPECAFI e o certificado europeu de analistas financeiros CEFA emitido pela EFFAS – The European Federation of Financial Analysts Societies, além de estarem aptos a se candidatarem ao exame internacional de analistas financeiros para a obtenção da CIIA – Certified International Investment Analyst.

 

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COPOM – PARA ONDE IRÁ A TAXA DE JURO?

*Alberto Furuguem

Veículo: Cenário Econômico

Se o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM), na reunião desta semana, decidir elevar a taxa básica de juro (SELIC), de 8,50% para 9,00%, estará confirmando a expectativa predominante no mercado.

Apesar de terem, os índices recentes da inflação, mostrado comportamento favorável, a
ponto de a Presidente Dilma afirmar que a mesma (inflação) está “totalmente sob controle”, a verdade é que o quadro inflacionário brasileiro não é dos mais brilhantes, senão vejamos:

  •  Há muita “inflação reprimida” (o subsídio aos preços dos derivados do petróleo é apenas um exemplo);
  • Boa parte do “controle” da inflação tem sido feito por medidas pontuais, destinadas a“produzir” índices mais baixos (como redução de impostos sobre a conta da luz, redução de tarifas de transporte público etc.), que “mascaram” o verdadeiro ritmo inflacionário.
  • Estudos feitos por analistas sugerem que, retirados os efeitos mencionados anteriormente, a inflação estaria rodando, na realidade, a uma velocidade média de 8% a. a., quase o dobro da fixada como centro da meta (4,5%);
  • Os preços dos alimentos (que afetam mais fortemente as pessoas de baixa renda), embora em queda neste momento, “já aumentaram 11%”, nos últimos doze meses, comprometendo muitos orçamentos domésticos;
  • A disparada recente do dólar (que poderá continuar) terá inevitáveis impactos inflacionários, podendo colocar em xeque o objetivo do Governo Dilma de obter, em 2013, uma inflação menor que os 5,83% observados em 2012. Por tudo isso, é difícil acreditar que o COPOM altere sua atual tendência em apertar a política monetária, via elevação da taxa básica de juro.
  • Se surpresa houver, será, possivelmente, por uma elevação maior do que o esperado,na taxa de juro. É que o aumento do juro inibe, em parte, a pressão sobre do dólar (no momento, a maior ameaça para o controle da inflação e para os objetivos políticos de Dilma).
  • A favor de um comportamento mais favorável da inflação estará um possível desaquecimento mais acentuado da atividade econômica, sugerido pelas últimas pesquisas sobre a “confiança” dos consumidores e dos investidores, que estão com tendência de baixa.
  • Há muita divergência, entre os analistas, sobre as perspectivas de crescimento do PIB para este ano. Se os leilões do pré-sal e dos aeroportos (Galeão e Confins) forem bem sucedidos, o clima poderá melhorar muito. Se fracassarem, é bom estarmos preparados para um cenário de maiores turbulências, nas áreas econômica e, consequentemente, política.
  • Finalmente, vale lembrar que a alta do dos juros e do dólar poderá fazer a alegria dos investidores em ativos de renda fixa e dos exportadores em geral.
  •  Apreciadores de vinho e de bacalhau, já começam a sentir o drama da alta do dólar, o mesmo acontecendo com aqueles que viajam para o exterior. Mesmo os dentistas, já se mostram preocupados com o aumento dos custos, já que trabalham com muitos produtos importados.

Texto de Alberto Furuguem com projeções numéricas de Satossi Abe

POLÍTICAS ECONÔMICAS – NOVOS TEMPOS EXIGEM HUMILDADE E PRAGMATISMO

Alberto Furuguem

Depois do “grave erro” (Set/2008,Governo Bush, filho) de deixar o Lehman Brothers (grande e tradicional banco de investimento americano) quebrar, os Tesouros do Reino Unido, dos Estados Unidos e de alguns outros países desenvolvidos tiveram que injetar “dinheiro grosso”, para salvar grandes instituições financeiras e grandes empresas (somente a GM demandou 50 bilhões de dólares). Não havia alternativa, já que o resultado da omissão do poder público seria uma depressão global, resultante da perda de confiança causada pela quebra do Lehman. Mas, em termos fiscais, a operação de salvação de grandes bancos e indústrias não saiu barato. Os déficits fiscais e as dívidas públicas (como proporção do PIB) dos principais países desenvolvidos atingidos pela chamada crise do sub-prime (que teve origem no mercado imobiliário americano) explodiram.
Na origem da crise do sub-prime estava a crença (Alan Greenspan, que dirigiu o Fed por
18 anos) de que “o mercado é capaz de se ajustar”. Não foi capaz. Faltou supervisão,
faltou interferência do poder público, naquilo que lhe cabe. Greenspan, que fora aplaudido
durante toda sua gestão, teve que fazer um “mea culpa”, após deixar o Fed (e assistir ao
estouro da “bolha imobiliária” e todas as suas consequências).

Depois do exagero do liberalismo, as intervenções do Estado, com uso de dinheiro público, foi a única alternativa prática disponível para livrar a Economia Mundial de uma grave depressão.

Passada a fase crítica da ação fiscal, a restauração da confiança de consumidores e
investidores passou, então, a ser buscada principalmente pelo “afrouxamento” da política
monetária, ao mesmo tempo em que se procura sanear os desequilíbrios fiscais.

Os padrões usuais de comportamento dos bancos centrais tiveram que ser radicalmente
revistos, como o de “comprometer-se” com longos períodos de juros zero (postura, antes, impensável).

Essa orientação da política monetária tem dado resultado, na medida em que tem
contribuído para uma recuperação gradual da economia mundial (exceção da Zona do
Euro, um caso à parte).

Mas a pergunta que não quer calar é: como se comportará a inflação, no futuro, após
tanta emissão de dinheiro pelos principais bancos centrais?
Alguém sabe?

O raciocínio clássico dos economistas sugere, de qualquer forma, que a inundação de
dinheiro promovida pelos bancos centrais acabará gerando inflação.

O Fed (Banco Central dos Estados Unidos) já sinaliza, a propósito, que o já longo
afrouxamento monetário não poderá perdurar por muito mais tempo, sob risco de gerar
pressões inflacionárias.
É certo, de qualquer modo, que muitas outras são as dúvidas sobre o futuro da economia
mundial, para as quais não temos, ainda, respostas satisfatórias.

Humildade para não se apegar demais a certas “filosofias econômicas” (que levaram
a grandes erros, como as que alimentaram a “bolha imobiliária” americana) e pragmatismo para “fazer o que tem que ser feito” em momentos cruciais (como na
crise de confiança, pós quebra do Lehman) são qualidades valiosas nem sempre
disponíveis.

A propósito, será que as lideranças políticas da Zona do Euro estão demonstrando ter
aquelas qualidades? A Zona do Euro está caminhando para um final feliz, ou para um
fracasso? Ainda tenho esperança no sucesso do projeto de moeda única, mas sem
humildade e pragmatismo das principais lideranças, a crise pode ir, ainda, muito longe,
infelizmente.