Vantagens e desvantagens da adoção da IFRS para pequenas e médias empresas

 

O aluno Régis Madruga Leme, aluno do MBA em IFRS na modalidade à distância, desenvolveu sua pesquisa de conclusão de curso sob a orientação da Profª Drª Marta Cristina Pelucio Grecco. O estudo teve como objetivo analisar as vantagens e desvantagens da adoção da IFRS para PME em uma determinada empresa, a partir do desenvolvimento de um estudo de caso. A conclusão a que se chegou com o estudo pode ser separada em duas perspectivas diferentes: a da ótica dos administradores e a do efeito da adoção da IFRS para PME sobre o patrimônio da empresa.

Concluiu-se que, do ponto de vista dos administradores, as vantagens superam as desvantagens. Entre as principais vantagens citadas pelos entrevistados destacam-se: a utilidade das demonstrações contábeis para a tomada de decisões;  o atendimento às normas contábeis e fiscais com a adoção do normativo; a mudança no ambiente endógeno da empresa, levando os envolvidos no processo a desenvolverem novas habilidades profissionais; a correta classificação de ativos e passivos, o que, consequentemente, produz uma apuração de resultado em consonância com as premissas do normativo; a comparabilidade das demonstrações contábeis entre períodos e entre outras empresas.

Dentre as desvantagens, os entrevistados citaram: a dificuldade na contratação de profissionais com competência técnica para a implementação e posterior manutenção da escrituração contábil sobre as premissas do normativo; o maior custo desprendido com esses profissionais quando comparados aos anteriores; o maior dispêndio de horas dos setores envolvidos da empresa para a elaboração de relatórios gerencias e estimativas que subsidiassem os registros contábeis. Segundo os próprios entrevistados, as desvantagens são irrelevantes quando comparadas às vantagens.

Sobre a perspectiva do efeito no patrimônio da empresa objeto de estudo, concluiu-se que houve adição de valor nos ativos líquidos mensurados conforme as disposições do normativo, isto é, no caso específico dessa empresa, o custo histórico não representava fidedignamente a posição financeira e patrimonial. Importante ressaltar que os administradores não tinham por intenção elevar o valor dos seus ativos líquidos, mas que os ativos e passivos da empresa fossem mensurados de acordo com a essência econômica, respeitando obviamente as regras de mensuração constantes na norma. Dessa maneira, a adoção ao normativo foi vantajosa quando analisado o efeito na mensuração do patrimônio com base na IFRS para PME.

O autor concluiu que, por meio deste trabalho, foi possível verificar que a adoção ao normativo cumpriu os objetivos previstos pelos emissores da norma, no caso a International Accounting Standards Board (IASB). Esses objetivos referiam-se à necessidade de que as demonstrações contábeis, elaboradas sobre os preceitos na IFRS para PME, prestassem informações úteis de acordo com a necessidade das pequenas e médias empresas e que sua implementação e manutenção não fosse demasiadamente complexa ou onerosa para as entidades.

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MBA IFRS (Normas de Contabilidade) Modalidade EaD

Autores

 

Coordenadora Carolina Otsuru do MBA em IFRS , do MBA em Contabilidade e Finanças e dos cursos de extensão, na modalidade EaD, da FIPECAFI

 

1. Autor do TCC, o aluno do MBA em IFRS EaD Régis Madruga Leme

2. Orientadora do TCC:  Profª Marta Pelúcio (Coordenadora  Mestrado Profissional em Controladoria e Finanças)

 

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